sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Protetor Solar


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Maximus


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Você Aprende


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Uma Nova Postura


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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Pai Pelo Filho


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O Melhor Amigo


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Natal


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Motivação


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Cuidado Crianças


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Crianças Repetem


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Beleza


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Amigos



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Aliança

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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O Livramento de Deus

Enfrentamos batalhas todos os dias e estamos sempre dependendo do livramento de Deus para nossa vida. Certamente Deus tem nos dado grandes livramentos até mesmo sem o sabermos... Deus trabalha no silêncio.
Mas, por que enfrentamos tantas lutas e aflições e muitas vezes sofremos tanto até vermos o livramento de Deus? Deus tem o livramento para nossa vida e não quer que vivamos soterrados por lutas e aflições, não obstante, as lutas e provações fazem parte do nosso aprendizado. Deus sabe que sofremos, porém, é o dedo na ferida que nos trará a cura.
Davi fala sobre qual deve ser nossa postura diante da situação de perigo e sofrimento: Salmo 121: "Elevo os meus olhos para os montes; de onde me vem o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra".
Quando recebemos Jesus e entramos para o Reino de Deus descobrimos que entramos para uma guerra e temos um inimigo declarado. Ele usa armas contra nós e quer nos destruir, mas, Deus está conosco nesta batalha e por isso podemos descansar.
O salmista mostra qual deve ser o nosso olhar diante da batalha: “Olhar para o Senhor, Dele vem o socorro. O Senhor está conosco. Ele é grande e poderoso, muito maior que o inimigo, e suas armas são frágeis diante da poderosa mão de Deus. Mesmo durante as lutas, Deus esta trabalhando por você e logo o livramento virá, creia nisso.

Testemunho - Alexander
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domingo, 23 de novembro de 2008


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sábado, 22 de novembro de 2008

A Trindade

INTRODUÇÃO

Podemos definir a doutrina da Trindade do seguinte modo: Deus existe eternamente como três pessoas ‑ Pai, Filho e Espírito Santo e cada pessoa é plenamente Deus, e existe só um Deus.
A palavra Trindade não se encontra na Bíblia, embora a idéia representada pela palavra seja ensinada em muitos trechos, Trindade significa "tri‑unidade" ou "três‑em‑unidade". É usada para resumir o ensinamento biblico de que Deus é três pessoas, porém um só Deus.
As vezes se pensa que a doutrina da Trindade se encontra somente no Novo Testamento, e não no Antigo. Se Deus existe eternamente como três pessoas, seria surpreendente não encontrar indicações disso no Antigo Testamento. Embora a doutrina da Trindade não se ache explicitamente no Antigo Testamento, várias passagens dão a entender ou até implicam que Deus existe como mais de uma pessoa.



A TRINDADE E A UNIDADE

A religião dos antigos hebreus era uma fé rigorosamente monoteísta, como, aliás, é a religião judaica hoje. A unidade de Deus foi revelada a Israel em muitas ocasiões diferentes e de várias maneiras. Os Dez Mandamentos, por exemplo, começam com a declaração: "Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim" (Ex 20.2,3).
A proibição da idolatria, o segundo mandamento (v. 4), também repousa sobre a singularidade de Jeová. Ele não tolerará nenhuma adoração de objetos feitos por mãos humanas, pois somente ele é Deus. A rejeição do politeísmo percorre todo o Antigo Testamento. Deus demonstra repetidas vezes sua superioridade sobre outros que reivindicam deidade.
Uma indicação mais clara da unidade de Deus é o Shemah de Deuteronômio 6, é a grande verdade que o povo de Israel tinha a obrigação de absorver e inculcar em seus filhos. Eles deviam meditar naqueles ensinamentos ( "Estas palavras estarão no teu coração", v. 6). Deviam conversar sobre elas em casa e pelo caminho, ao levantar a ao deitar (v. 7). E qual é essa grande verdade que devia ser tão destacada? "O SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR" (v. 4). A segunda grande verdade que Deus desejava que Israel aprendesse e ensinasse é um mandamento baseado em sua singularidade: "Amarás o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força" (v. 5). Por ele ser único, não devia haver divisão no compromisso de Israel.
Todos esses indícios, tornados por si, com certeza nos levariam a uma crença basicamente monoteísta. Que motivo, nesse caso, levou a igreja a ir além dessas indicações? Foi o testemunho biblico complementar de que três pessoas são Deus. A deidade da primeira pessoa, o Pai, pouco se discute.
Um pouco mais problemático é o status de Jesus como deidade, ainda que a Escritura também o identifique como Deus. Uma referência chave a deidade de Cristo Jesus é encontrada em Filipenses 2. Ao que tudo indica, nos versículos 5‑11, Paulo toma o que era um hino da igreja primitiva e o usa como base para pedir aos leitores que pratiquem a humildade. Paulo observa que "ele [Jesus], subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus" (v. 6).
Devemos notar que Jesus nunca afirmou diretamente sua deidade. Ele nunca disse simplesmente: "Sou Deus". Mas várias pistas sugerem que era assim, de fato, que ele se via. Ele afirmava possuir o que pertence unicamente a Deus. Ele falou dos anjos de Deus (Lc 12.8,9; 15.10) como se fossem seus (Mt 13.41). Ele considerava o reino de Deus (Mt 12.28; 19.14, 24; 21.31, 43) e os eleitos de Deus (Mc 13.20) como de sua propriedade. Além disso, ele alegou perdoar pecados (Mc 2.8‑10). Os judeus reconheciam que somente Deus podia perdoar pecados e, por conseguinte acusaram Jesus de blasfêmia. Ele também reivindicava poder para julgar o mundo (Mt 25.31) e reinar sobre ele (Mt 24.30; Mc 14.62).
Também há referências biblicas que identificam o Espírito Santo como Deus. Aqui podemos notar que há passagens em que referências ao Espírito Santo, ocorrem de forma intercambiável com referências a Deus. Um exemplo disso é At 5.3,4; Jo 3.8. Além disso, ele recebe a honra e a glória reservadas a Deus.
Em 1Corintios 3.16,17, Paulo lembra aos fieis que eles são o templo de Deus e que seu Espírito habita neles. No capítulo 6, Paulo diz que o corpo deles é o templo do Espírito Santo que neles habita (v. 19,20). "Deus" e o "Espírito Santo", ao que parece, são expressões equivalentes. Também há alguns trechos em que o Espírito Santo é colocado em pé de igualdade com Deus. Um deles é a fórmula batismal de Mateus 28.19; o segundo é a benção paulina em 2Corintios 13.14; e, por fim, 1Pedro 1.2, em que Pedro dirige‑se a seus leitores como os "eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo".
Isaías 63.10 diz sobre o povo de Deus que "eles foram rebeldes e contristaram o seu Espírito Santo", dando a entender, aparentemente, tanto que o Espírito Santo é distinto do próprio Deus, quanto que esse Espírito Santo pode‑se "contristar", entristecer‑se, aventando assim capacidades emocionais características de uma pessoa distinta.
Isaías 61.1 também distingue "O Espírito do Senhor Deus". do "Senhor".
Quando a igreja começou a refletir sobre questões doutrinárias, chegou a conclusão de que Deus deve ser compreendido como três em um ou, em outras palavras, triúno.
Um texto tradicionalmente citado como um registro da Trindade é 1João 5.7, segundo se encontra em versões mais antigas como a Edição Revista e Corrigida: "Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um".
A forma plural do substantivo que designa o Deus de Israel, Elohim, é as vezes entendido como um indício da concepção trinitária. Trata‑se de um nome genérico usado também para outros deuses. Quando usado em referência ao Deus de Israel, apresenta‑se em geral, mas nem sempre, no plural. Alguns diriam que essa é uma indicação da natureza plural de Deus.
Existem ainda outras formas plurais. Em Genesis 1.26, Deus diz: "Façamos o homem a nossa imagem". Aqui, o plural aparece tanto no verbo "façamos" como no sufixo possessivo "nossa". Quando Isaías foi chamado, ouviu o Senhor dizendo: "A quem enviarei, e quem há de ir por nós?" (Is 6.8). O que é significativo do ponto de vista da analise lógica é a mudança do singular para o plural. Genêsis 1.26 diz na realidade: "Também disse [singular] Deus: Façamos [plural] o homem a nossa [plural] imagem". Deus é citado usando um verbo no plural em referência a si mesmo. De modo semelhante, Isaías 6.8 traz: "A quem enviarei [singular], e quem há de ir por nós [plural]?"
A divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo é uma verdade. Portanto, temos um único Deus, mas três pessoas divinas. Contudo, não podemos interpretar em termos de triteísmo, porquanto isso seria dar forma de triteísmo que contradiz o monoteísmo das Escrituras. Considere­mos os pontos abaixo:
a. Monoteísmo. A ti foi mostrado para que soubesses que o Senhor é Deus; nenhum outro senão ele (Deut. 4:35). Eu sou o Senhor, e não há outro; além de mim não há Deus... (Isa. 45:5). (Ver igualmente os trechos de Mar. 12:29; , I Cor. 8:4; 1 Tim. 2:5). Deus é eterno (ver Den. 33:27; Isa. 40:28; Rom. 16:26 e I Tim. 1:17). Deus é um espírito (ver João 4:24; Luc. 24:39); é infinito (ver I Cro. 29:11; Mat. 19:26; Luc. 1:37); é dotado de sabedoria infinita (ver Sal. 147:5; Atos 15:18); é infinito em bondade (ver Gen. 1:31; Sal. 33:5 136:1); é o criador e o preservador de tudo (ver Exo. 20:11; Gen. 1 e Col. 1:16,17).
b. Contudo, o Filho, referido como pessoa diferente do Pai, também é divino: ver Isa. 9:6; Col. 2:9 e Heb. 1:3. O Filho exerce os mesmos atributos de divindade exercidos pelo Pai (ver Col. 2:9); ele é o Alfa e o Omega (ver Apo. 1:8,17 21:6; 22:13); é o criador e o preservador da criação (ver Col. 1:16,17; João 1:1); uma só substância com o Pai (ver João 10:30); é eterno (ver João 1:1 e Miq. 5:2).
c. O Espírito Santo é uma pessoa divina. Ver João 14:16, 26; 15:26; 16:7,13,14; Rom. 8:26, quanto a sua personalidade; comparar com Jui. 15:14 e 16:20 acerca de sua divindade, onde são usados inter­cambiavelmente as expressões - Espírito do Senhor e Senhor. Ver tambem II Sam. 23:2, onde o ,Senhor,, fala, embora seja ele o Espírito. O Espírito Santo é o criador(ver Jó 33:4). Ele é onipresente, um atributo pertencente exclusivamente a Deus (ver Sal. 139:7). O sexto capítulo do livro de Isaías fala sobre o Senhor dos Exércitos; e esse é usado em Atos 28:25,26 para indicar o Espírito Santo, que fala aos homens; ver também Luc. 1:35; ICor. 3:16; 6:19; IITim. 3:16 e IIPed. 1:21, que indicam a personalidade do Espírito e subentendem a sua divindade. O Espírito Santo é eterno, descrição essa que cabe exclusivamente a Deus (ver Heb. 9:14). Ele é o Espírito da verdade, e somente Deus é a verdade absoluta (ver João 15:26 e I João 5:6). Ele é enviado por Deus Pai e por Deus Filho, sendo divino (ver João 15:26; Rom. 8:9 e Gal. 4:6).
Quando começa o Novo Testamento, entramos na história da vinda do Filho de Deus a terra. É de esperar que esse grande acontecimento se fizesse acompanhar de ensinamentos explícitos sobre a natureza trinitária de Deus, e de fato é isso que encontramos.
Analisando a questão com pormenores, podemos simplesmente listar várias passagens em que as três pessoas da Trindade são mencionadas juntas.
Quando do batismo de Jesus, "eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo" (Mt 3.16‑17). Aqui, ao mesmo tempo, temos os três membros da Trindade realizando três coisas distintas.
Ao final do seu ministério terreno, Jesus diz aos discípulos que eles devem ir e fazer "discípulos de todas as nações, batizando‑os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" (Mt 28.19). Os próprios nomes Pai" e "Filho", baseados na família, e mais comuns das instituições humanas, indicam com muita força a distinção das pessoas do Pai com o Filho. E se o "Espirito Santo" é inserido na mesma frase e no mesmo nível das outras duas pessoas, difícil é evitar a conclusão de que o Espírito Santo é também tido como pessoa e de posição igual ao do Pai e do Filho.
Quando nos damos conta de que os autores do Novo Testamento geralmente usam o nome "Deus" (gr. theos) para se referir a Deus Pai e o nome "Senhor" (gr. kyrios) para se referir a Deus Filho, fica claro que há outro termo trinitário em 1Corintios 12.4‑6: "Ora, os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo. E também há diversidade nos serviços, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos".
Igualmente, o último versículo de 2Corintios é trinitário na sua expressão: "A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós" (2Co 13.13). Verificamos também as três pessoas mencionadas separadamente em Efésios 4.4‑6: "Há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e esta em todos".
As três pessoas da Trindade são mencionadas juntas na primeira frase de l Pedro: "... eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo..." (1Pe 1.2). E em Judas 20‑21, lemos: "Vós, porém, amados, edificando‑vos na vossa fé santíssima, orando no Espírito Santo, guardai‑vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna".
Todavia, a tradução de 1Jo 5.7 diz: "Pois são três os que dão testemunho no céu: o Pai, a Palavra e o Espírito Santo; e esses três são um".

A TRINDADE E A HUMANIDADE DO HOMEM

O ensino a respeito da imagem de Deus, na humanidade também é visto como uma indicação da Trindade. Genêsis 1.27 traz:
Criou Deus, pois, o homem a sua imagem, a imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.
Alguns argumentariam que temos aqui um paralelismo não apenas nas duas primeiras linhas, mas nas três, "homem e mulher os criou" seria equivalente a "criou Deus, pois, o homem a sua imagem" e a "imagem de Deus o criou". Por esse raciocínio, a imagem de Deus no homem (genérico) deve ser encontrada no fato de o homem ter sido criado macho e fêmea (plural). Isso significa que a imagem de Deus deve consistir em uma unidade em pluralidade, uma característica tanto do tipo quanto do arquetipo. De acordo com Genêsis 2.24, homem e mulher devem tornar‑se um; exige‑se uma união de duas entidades distintas. É significativo que a mesma palavra é usada para Deus. Parece que existe alguma afirmação acerca da natureza de Deus, ele é um organismo, ou seja, uma unidade de partes distintas.
Alguns ja afirmaram tratar‑se de plurais majestáticos, forma de falar que um rei usaria ao dizer, por exemplo: "Temos o prazer de atender‑lhe o pedido". Porém, no Antigo Testamento hebraico, não se encontram outros exemplos em que um monarca use verbos no plural ou pronomes plurais para referir‑se a si mesmo nessa forma de "plural majestático"; portanto, essa sugestão não tem evidências que a sustentem. Outra sugestão é que Deus esteja aqui falando com anjos. Mas os anjos não participaram da criação do homem, nem foi o homem criado a imagem e semelhança de anjos; por isso a sugestão não é convincente. A melhor explicação é que já nos primeiros capítulos de Genêsis temos uma indicação da pluralidade de pessoas no próprio Deus.
Em algumas partes das Escrituras, as três pessoas são associadas em unidade e aparente igualdade. Uma delas é a formula batismal conforme prescrita na grande comissão (Mt 28.19,20): batizando‑os em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo. Note que o nome é singular, embora haja o envolvimento de três pessoas. Ainda outra associação direta dos três nomes é a benção paulina em 2Corintios 13.13 “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós". Aqui temos novamente a associação dos três nomes em unidade e aparente igualdade.
E no quarto evangelho encontramos o indício mais significativo de uma Trindade de equivalentes. A fórmula tríplice aparece repetidas vezes: 1.33,34; 14.16, 26; 16.13‑15; 20.21,22 (1Jo 4.2, 13,14).
O prólogo do evangelho também contém um material rico em significado para a doutrina da Trindade.
Ha outras maneiras pelas quais esse evangelho salienta a proximidade e a unidade entre o Pai e o Filho. Jesus diz: "Eu e o Pai somos um" (10.30) e "Quem me vê a mim vê o Pai" (14.9). Ele ora para que seus discípulos sejam um como são ele e o Pai (17.21).
A essência da humanidade é uma só. A raça humana; toda é uma unidade. Deus não criou diversas raças humanas "De um sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra..." (Atos 17:26) .
A raça humana compõe‑se de muitas unidades. Esta inferência que tiramos do nosso estudo é que a raça humana se compõe de muitas unidades; isto é, de indivíduos. Há atualmente no mundo cerca de um bilhão e oitocentos milhões; de pessoas. Por isso, ainda que a essência da humanidade seja uma, ela consiste de muitas unidades.
A unidade humana não é simples, mas dupla. Isto é, depende claramente da revelação de Deus nas Escrituras. Em Genêsis 2:18 lemos : "E disse o Senhor : não é bom que o homem esteja só", indicando assim que a unidade individual não era completa em si mesmo. E no verso 24 do mesmo capítulo "Portanto, deixará o varão seu pai e sua mãe, e apegar‑se‑a a sua mulher, e serão ambos uma só carne. " Vemos a mesma idéia de unidade humana em Genêsis 1:27: E criou o homem a Sua imagem : A imagem de Deus os criou : macho e fêmea os criou",
O homem genérico é, pois, uma unidade perfeita, consta de dois em um. Concluimos, pois, que a unidade huma­na é uma unidade dupla ou dual, composta do homem e da mulher.
Concluimos, pois, que a mulher é tão humana quanto o homem.
Da mesma maneira o homem é tão humano quanto a mulher.
Ve‑se dai que o homem genérico existe em dualidade, e que esta unidade dupla que o caracteriza é a perfeita unidade humana.
Consideremos agora as inferências da revelação quan­to a divindade. São as seguintes:
A essência da divindade é uma só. Assim como a essência da humanidade é uma, também a essência da divindade é uma.
Deus no sentido genérico é uma unidade absolutamen­to perfeita e existe três em um. A unidade humana sendo du­pla não pode ser perfeita, não pode ser a mais elevada, porque a sua constituição reclama alguma coisa mais. É na tríplice unidade divina que temos a unidade perfeita, mas esta é uma unidade triúna. E assim chegamos a algumas conclusões, a saber:
a. O Filho é tão divino como o Pai.
b. O Pai é tão divino como o Filho.
c. E o Espírito Santo é tão divino como o Pai e como o Filho.

A TRINDADE E O AMOR


O significado dessa questão é tão grande, que é o próprio fundamento de nossa fé cristã. Exatamente nessa questão torna‑se claro que Deus é verdadeiramente o Deus vivo, o Deus que tem vida em si mesmo, que é literalmente cheio de vida e que é amor. Alguns dos pais da igreja primitiva usaram uma notável expressão. Eles diziam: "Deus é fértil. Dentro do Deus trino e uno existem todas as possibilidades de comunicação pessoa a pessoa.
Deus não precisava de maneira nenhuma da criação. Ele não era um Deus solitário, que precisou fazer uma projeção de si mesmo, para que tivesse um "oposto". A doutrina da trindade é o fim de todo panteísmo. Se, nas profundezas de seu ser, Deus é três em um, ele não precisa deste mundo para chegar ao seu pleno potencial. Como Emil Brunner expôs: "Se apenas em si mesmo, desde toda a eternidade, Deus é o Amor, não era preciso existir nenhum mundo para ele ser o Amor".
A doutrina da trindade é de grande importância para uma devida compreensão da criação. Citando Brunner novamente: "O mundo como criação é a obra do seu amor". É a idéia de Deus não precisar do mundo para torná‑lo completo. Atanásio disse há muito tempo que, porque Deus é "fertil" e pode comunicar‑se consigo mesmo internamente, ele também é capaz de comunicar‑se externamente. Mas essa autocomunicação interior não exige a exterior, uma vez que já existe comunicação dentro da divindade. Por meio do seu Filho, Deus livremente estendeu‑se para criar um mundo. O que ele fez foi alguma coisa diferente de si mesmo, mas ele é o seu fundamento e ele é o seu alvo.
Essa crença na trindade é igualmente essencial para a doutrina da revelação; de fato, é a base de toda revelação. Na revelação do Pai no Filho por meio do Espírito, não apenas recebemos alguma informação externa a respeito de Deus, mas temos a garantia de que o próprio Deus esta nos falando e abrindo‑nos o seu divino coração. A revelação é real e completamente auto‑revelação, porque Deus se revela no amor. Deus é amor.
Acima de tudo, porém, a doutrina da trindade é importante para a nossa salvação. É a resposta a pergunta quanto ao fato de a nossa salvação ser realmente obra de Deus ou não. Em última análise esse é o motivo pelo qual a igreja esta tão vitalmente interessada na divindade de Jesus Cristo e do Espírito Santo. A pergunta vital a fazer a respeito da natureza de Jesus Cristo é esta: em Jesus, realmente nos encontramos com o próprio Deus?
A mesma pergunta vital esta em jogo na doutrina do Espírito Santo. Atanásio escreveu: "Se o Espírito Santo fosse uma criatura, não teríamos comunhão com Deus nele; nesse caso seríamos estranhos a natureza divina, de modo que de maneira nenhuma teríamos comunhão com ela".
Nada disso é teoria vazia. Faz eco na experiência de cada cristão. Os crentes sabem por experiência que são filhos do Pai, que são remidos pelo Filho e que o Espírito Santo esta presente na vida deles. E eles sabem também que em todos os três relacionamentos eles lidam com o mesmo Deus único.
Aliás, há um constante mover, em ida e volta: do Pai por meio do Filho ao Espírito Santo em nossas vidas, e depois de novo do Espírito Santo em nossas vidas por meio do Filho até o Pai. É verdade que nem sempre experimentamos essa triplicidade como unidade. Com frequência a triplicidade no relacionamento é mais conspícua em nossa experiência do que a unidade. E existe, contudo, a experiência da unidade também, especialmente quando o Espírito habita em nós, pois no Espírito e por meio dele, o próprio Jesus Cristo esta presente conosco, e em Jesus e por meio dele temos comunhão com Deus Pai.
Quero no entanto, finalizar este pensamento declarando João 3:16 – Porque Deus amou o mundo de tal mameira, que entregou o seu único Filho, para que todo aquele nele crêr não pereça mas tenha a vida eterna. CONSIDERAÇÕES FINAIS


Nossa conclusão a partir dos dados que acabamos de examinar: Embora a doutrina da Trindade não seja declarada de forma expressa, a Escritura, especial­mente o Novo Testamento, contém tantos indícios da deidade e da unidade das três pessoas que podemos compreender por que a igreja formulou a triúnidade de Deus.
A menos que se disponham a admitir a pluralidade de pessoas num só Deus, os interpretes judeus das Escrituras, mesmo hoje, não terão explicação mais satisfatória de Salmos 110.1, Gn 1.26, ou de outras passagens.
Em certo sentido a doutrina da Trindade É um mistério que jamais seremos capazes de entender plenamente. Podemos, todavia, compreender parte da sua verdade resu­mindo o ensinamento das Escrituras em três declarações: 1. Deus é três pessoas. 2. Cada pessoa é plenamente Deus. 3. Há só um Deus.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

- Introdução à teologia Sistemática – Millard J. Erickson – Editora Vida Nova.

- Teologia Sistemática – Wayne Grudem – Editora Vida Nova.

- Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia – R.N. Champlin, Ph.D / J.M. Bentes – Editora Candeia.

- Esboço de Teologia Sistemática – A.B. Langston – Editora Casa Publicadora Batista.

- Teologia Sistemática – Louis Berkhof – Editora Luz Para o Caminho.

- Fundamentos da Teologia Cristã – Robin Keeley – Editora Vida.



A Segunda Epístola de João

O TEXTO


1 O ancião à senhora eleita, e a seus filhos, aos quais eu amo em verdade, e não somente eu, mas também todos os que conhecem a verdade,
2 por causa da verdade que permanece em nós, e para sempre estará conosco:
3 Graça, misericórdia, paz, da parte de Deus Pai e da parte de Jesus Cristo, o Filho do Pai, serão conosco em verdade e amor.
4 Muito me alegro por ter achado alguns de teus filhos andando na verdade, assim como recebemos mandamento do Pai.
5 E agora, senhora, rogo-te, não como te escrevendo um novo mandamento, mas aquele mesmo que desde o princípio tivemos: que nos amemos uns aos outros.
6 E o amor é este: que andemos segundo os seus mandamentos. Este é o mandamento, como já desde o princípio ouvistes, para que nele andeis.
7 Porque já muitos enganadores saíram pelo mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Tal é o enganador e o anticristo.
8 Olhai por vós mesmos, para que não percais o fruto do nosso trabalho, antes recebeis plena recompensa.
9 Todo aquele que vai além do ensino de Cristo e não permanece nele, não tem a Deus; quem permanece neste ensino, esse tem tanto ao Pai como ao Filho.
10 Se alguém vem ter convosco, e não traz este ensino, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis.
11 Porque quem o saúda participa de suas más obras.
12 Embora tenha eu muitas coisas para vos escrever, não o quis fazer com papel e tinta; mas espero visitar-vos e falar face a face, para que o nosso gozo seja completo.
13 Saúdam-te os filhos de tua irmã, a eleita.




A CARTA


Esta carta, que talvez seja anterior à primeira, é a menor epístola do Novo Testamento. È escrita por alguém que se chama de Ancião, à uma Comunidade designada pela expressão “Senhora eleita”, certamente uma das Igrejas da Ásia.
O Motivo da carta é o perigo que corre a fé daqueles cristãos, pela presença de sedutores e anticristos que rejeitam a Encarnação de Jesus Cristo e já não seguem a fé cristã. Contra eles, João exorta seus leitores que possuem o conhecimento da verdade - a caminhar na verdade, a praticar o amor fraterno, vivendo na luz do mandamento recebido do Pai e ensinado pela Igreja desde o começo.
Embora seja uma carta anônima, a autoria é atribuída ao apóstolo João, que supostamente à teria escrito por volta de 85-95 d.C; contém apenas um capítulo que é dividido em treze versículos.
Provavelmente João escreveu esta epístola em Éfeso, pois ali pastoreava uma igreja, de onde mais tarde foi desterrado para a ilha de Patmos.
É provável também que o apóstolo João exercesse autoridade sobre todas as igrejas da Ásia menor, pelo fato de ser o último apóstolo vivo.
Era o único dos doze apóstolos ainda vivo e se identifica como “O ancião”( ou presbítero ) título honroso naquela época.
Alguns entendem que esta epístola foi escrita para uma senhora chamada Kyria ( ou Cyria, que em grego quer dizer “senhora” ) e a sua família.
È mais provável porém que seja uma maneira figurada de dizer: “A igreja e os seus membros”.



COMENTÁRIOS DO ALUNO


Seguir os mandamentos de Cristo não é uma tarefa muito fácil, pois exige disciplina, submissão e amor.
Jesus nos deixou dois mandamentos: Amarás e amarás, e com toda e absoluta certeza se houvesse um terceiro seria: Amarás.
Na Segunda carta de João, após a saudação, João lembra a “senhora eleita” o mandamento de Cristo que é “amarás”. Após isso João alerta a “senhora eleita” a respeito do enganador e o anticristo, aos quais não confessam ao Cristo encarnado, contrariando assim a palavra de Deus.
A priore o texto pode nos parecer de dupla mensagem: A primeira- Amemo-nos uns aos outros; A Segunda – Cuidado com os hereges.
No entanto João ao iniciar esta carta diz estar feliz por ter encontrado alguns dos filhos da “senhora eleita” vivendo na verdade, ou seja, praticando o mandamento de Jesus. E através deste mandamento João pretendia fortalecer a “senhora eleita” para que firme na verdade, não fosse abalada por enganadores.
Relembrar o mandamento “amarás” tratava-se portanto de um fortalecimento da mesma, pois o foco principal da carta era: Cuidado com os enganadores e os anticristos que não confessam Cristo na carne.



OPINIÃO DO ALUNO


Toda teologia que não mantém a verdade e a justiça reveladas no Novo Testamento, não é teologia cristã, e deve ser rejeitada.
Aqueles que distorcem a teologia bíblica e a ela se opõe, não devem ser recebidos na comunhão da igreja.
Deus através do texto bíblico proíbe o apoio ou sustento financeiro de tais pessoas, assim como também a participação ou qualquer envolvimento com os mesmos. Pois isto seria o mesmo que participar com eles na oposição a Deus e a sua palavra.
A prática do amor cristão não significa, em hipótese nenhuma! Que devemos encorajar os inimigos da verdade, ao qual eu vos lembro que é Cristo.
Receber amavelmente os falsos mestres é participar dos seus erros.



COMPLEMENTO A OPINIÃO DO ALUNO


Além disso, oito dos livros do Novo Testamento foram escritos para combater os hereges. São eles:
__ As três epístolas pastorais;
__ As epístolas Joaninas;
__ A epístola de Colossenses;
__ A epístola de Judas.

Na epístola de Gálatas, capítulo 1:9 diz: Como já vo-lo dissemos, volto a dizê-lo agora: se alguém vos anunciar um Evangelho diferente do que recebestes, seja anátema.

A Lei

Lei (Toráh) - A palavra lei indica o conjunto de leis e determinações religiosas e civis, colecionadas no Pentateuco e atribuídas a Moisés. Os israelitas usam o termo Torah que na forma causativa significa instruir. O termo Torah indica toda espécie de determinações, não necessariamente jurídicas, dadas por Javé, através de sacerdotes ou profetas (Is 8, 20; Jer 2, 8).
Lei do Talião - Olho por olho, dente por dente. A lei do Talião é um privilégio jurídico, pelo qual a pena deve ser proporcional ao fato, face à lei anterior do mais forte, conforme Gn 4, 23. Jesus Cristo superou esta visão legalista da lei.


A LEI NO PENTATEUCO


O nome “Pentateuco”(do grego “cinco rolos” ou “livros”) designa os primeiros cinco livros da Bíblia: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. O conteúdo geral do Pentateuco é uma história de Israel que vai desde a criação do mundo até à morte de Moisés. Mas o material legislativo, inserido, sobretudo nos livros do Ex, Lv, Nm e Dt, constitui a maior parte do Pentateuco. Com razão os judeus o chamam “Lei” ou “Tora”, pois nele se exprime à vontade de Deus a respeito de Israel. O Pentateuco não é um código moderno de leis, nem um manual de história do povo de Israel. A Lei não é a simples expressão da vontade de um povo organizado. É o fruto da aliança, a expressão da vontade de Deus a respeito do povo que ele elegeu. Os relatos históricos têm por finalidade descrever os momentos mais marcantes desta eleição. Por isso, em Israel os códigos legais jamais tiveram existência independente como nos povos vizinhos, mas sempre estiveram integrados na história da salvação.
As leis se apresentam em geral como recebidas de Deus por intermédio de Moisés, especialmente no monte Sinai (Ex, Lv e Nm 1–10) e nas estepes de Moab (Nm 26–36 e Dt). Por isso a autoria do Pentateuco foi atribuída pela tradição judaica e cristã a Moisés.
No Pentateuco Israel olha para o seu passado e descobre Deus como alguém que o elege, protege e conduz; vive com ele e age em seu favor mesmo quando desobedece. Sente-se assim convidado a imitar a fidelidade ao Deus das promessas a exemplo de Abraão, Isaac, Jacó e Moisés. Por isso as exigências do culto e da Lei devem ser vistas como uma expressão do amor de Israel a Deus, sobre todas as coisas.


A LEI NO LIVRO DE LEVÍTICO


O terceiro livro do Pentateuco chama-se Levítico por ser o manual litúrgico do sacerdócio levítico e ensinar a todo israelita a santidade de vida, como meio de levá-lo a uma comunhão com o Deus vivo, a meta última da vida humana. O livro contém textos da tradição sacerdotal, quase exclusivamente legislativos, de caráter cultual, moral e social, que regulamentam as instituições religiosas de Israel.
As leis são colocadas na boca de Moisés. Mas sua redação final é do século V aC. O livro recolhe tradições cultuais novas ao lado de outras mais antigas do período da monarquia e da época mosaica, e mesmo de origem pagã.
A primeira parte contém um ritual dos sacrifícios (1–7), onde se especificam os vários tipos de oferendas a serem apresentadas a Deus, a função dos sacerdotes e a parte que lhes cabe no sacrifício.
A segunda parte segue-se o ritual de ordenação dos sacerdotes (8–9), a notícia da morte de Nadab e Abiú e novas normas para evitar sacrilégios (10).
A terceira parte são dadas normas sobre o puro e o impuro (11–16), onde se recolhem as prescrições e ritos a serem observados por Israel para conservar a “santidade” exigida pela presença divina. Por impureza não se entende aqui uma culpa moral, mas antes certos atos físicos como cuidar de mortos, ou estados, como a maternidade e a lepra que, na visão sacerdotal, impedem a pessoa de entrar em relação com Deus pelo culto.
Na quarta parte, chamada “Lei da Santidade”(17–26), se faz a aplicação prática da noção de santidade divina à vida da comunidade israelita. Sendo Deus santo, isto é, totalmente outro e distinto do homem, Israel que escolheu como o seu povo também deve ser santo. Isto inclui exigências de ordem moral, social (17–22) e cultural (23–25). Quem observar tais ritos, normas de pureza física e moral, festas, etc., terá a benção divina; quem não os observar, terá a maldição (26). Um apêndice (27), contendo normas para o pagamento do resgate de ofertas, primogênitos e dízimos, encerra o livro.
A leitura deste livro pode parecer monótona, e seu valor superado, pois Cristo com sua morte na cruz aboliu todos os ritos e sacrifícios da antiga Lei (Hb 10,1-10).

LEVITICO E AS LEIS


O levítico é substancialmente um livro de leis. São leis sobre cerimônias religiosas, o culto e a vida cotidiana, com objetivo de manter o povo de Israel num relacionamento justo com Deus.
O nome deriva dos sacerdotes (membros da tribo ou clã de Levi) aos quais cabia cuidar das leis do culto. O livro volta constantemente ao tema da santidade de Deus e da sua extraordinária bondade.
A palavra levítico significa "concernente aos levitas", isto é, o livro contém o sistema de leis administrado pelo sacerdócio levítico, sob o qual vivia a nação hebraica. Tais leis na maior parte foram dadas no Monte Sinai, com adições, repetições e interpretações fornecidas através da pere­grinação no deserto.
Os levitas, uma das doze tribos, eram separados para o serviço divino. Deus os tomou para esse mister em lugar dos primogênitos de todo o Israel. Deus reclamou para si os primogênitos dos homens e dos rebanhos. Eram sustentados com dízimos; tinham 48 cidades, Nm 35:7; Js 21:19.
Uma família de levitas, Arão e seus filhos, foram separados para serem sacerdotes. Os demais levitas tinham que ser assistentes dos sacerdotes seu dever era o cuidado e a remoção do Tabernáculo, mais adiante, cui­darem do Templo e funcionarem como mestres, escribas, músicos, oficiais e juizes.


Várias Espécies de Ofertas


Ofertas queimadas, holocaustos: de novilhos, carneiros, cabras, pombas e pombos: eram totalmente queimados, significando completa dedicação pes­soal a Deus.
Ofertas de manjares: de cereais, farinha crua, ou cozida, sem fermento. Um punhado era queimado, o resto pertencia aos sacerdotes.
Ofertas pacificas: de gado vacum, do rebanho, ou de cabras. A gordura era queimada, o resto era comido, em parte pelos sacerdotes, e em parte pelos ofertantes.
Ofertas pelo pecado e as pela culpa: diferentes ofertas por diferentes pecados. A gordura era queimada, o resto, em alguns casos, era queimado fora do arraial, e noutros, era comido pelos sacerdotes. No caso de alguém defraudar outrem, antes da oferta, teria que fazer a restituição, acrescida de um quinto. Significava o reconhecimento do pecado e sua expiação.

Outras Instruções sobre Ofertas


Alem das ofertas mencionadas, havia ofertas de libações, ofertas movidas e ofertas alçadas: eram complementos de outras ofertas.
O modo de sacrificar: O animal era apresentado no Tabernáculo. O ofertante impunha as mãos sobre ele, fazendo-o assim seu representante. Em seguida, o animal era morto. O sangue era espargido sobre o altar. Após o que, à parte especificada era queimada.
Freqüência dos sacrifícios: havia holocaustos diariamente, um cordeiro cada manhã e cada tarde. No primeiro dia de cada mês havia outras ofertas. Nas festas de Páscoa, Pentecostes e Tabernáculos, grandes quantidades de animais eram oferecidas. Também no Dia da Expiação. Além destas ofertas regulares pela nação, havia outras, por ocasiões especiais, e por indivíduos, pelo pecado, votos, ação de graças, etc.


Este Sistema de Sacrifícios era de Origem Divina


Foi posto por Deus no centro e âmago exato da vida nacional judaica. Quaisquer que fossem as aplicações e imp1icações imediatas que tinha para os judeus, o incessante sacrifício de animais e o lampejo incessante do fogo dos altares, sem dúvida, foram designados por Deus para inflamar na consciência dos homens o senso de sua profunda pecaminosidade e para ser uma figura multissecular do sacrifício vindouro de Cristo, para quem esses sacrifícios apontavam, e em quem tiveram seu cumprimento.


Animais Limpos e Imundos


Antes do dilúvio já havia uma distinção entre animais puros e impuros, Gn 7:2. Moisés legislou sobre essa distinção. Baseava-se, em parte, na salubri­dade deles como alimento, e, em parte, em Considerações de ordem religiosa, destinada a servir como um dos sinais de separação entre Israel e as outras nações. Jesus cancelou essa distinção, Mc 7:19, "considerou puros todos os alimentos”.Atos 10:12-15 esclarece que a distinção não existe mais e que os gentios não são mais "imundos" para os judeus.


Purificação das Mães Depois do Parto


O período de separação, no caso de meninos, era de 40 dias; e no caso de meninas, 80 dias. Pensa-se que o propósito disto era manter equilibrado o fiel da balança dos sexos, visto como os homens, por exigência das guerras, estavam mais sujeitos à morte do que as mulheres.


Preceitos para a Lepra


Esses regulamentos tiveram o propósito de refrear a propagação de uma das moléstias mais repugnantes e temidas.


A Impureza


O sistema elaborado de especificações sobre como podia uma pessoa tornar-se cerimonialmente "impura", e as exigências sobre o assunto, parece que tiveram o desígnio de fomentar o asseio físico individual, bem como o reconhecimento continuo de Deus em todas as esferas da vida. A penali­dade era a pessoa afastar-se do santuário e da congregação. A purificação era, em parte, pelo banho e, em parte, pelo sacrifico.


A Expiação Anual


Dava-se isto no decimo dia do mês sétimo. Era o dia mais solene do ano: aquele em que o sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos, para fazer expiação pelos pecados do povo. Os pecados removidos eram de um só ano.


O Modo de Sacrificar


A lei exigia a apresentação dos animais á porta do Tabernáculo. Comer sangue era rigorosamente proibido.




Abominações Cananéias


Estranham-se que tais coisas como incesto, sodomia, coabitação com animais cheguem a ser mencionadas, a razão de que eram práticas comuns entre os vizinhos de Israel; contra isso Israel foi advertido.


Leis Diversas


Sobre o sábado. Idolatria. Ofertas pacíficas. Respigas. Furtos. Juramentos. Salários. Tribunais. Mexericos. Amor fraternal. Criações e planta­ções promiscuas. Adultério. Pomares. Adivinhação. Danificação da barba e incisões na carne. Meretrício. Respeito aos velhos. Bondade para com estrangeiros. Pesos e medidas justos. Culto de Moloque. Feitiçaria. Pais. Incesto. Sodomia. Animais. Pureza e impureza.


Amarás o Teu Próximo Como a Ti Mesmo


Era este um dos pontos salientes da Lei Mosaica. Grande consideração era mostrada aos pobres. Os salários tinham que ser pagos cada dia. Nenhu­ma usura devia-se tomar. Empréstimos e presentes deviam ser feitos aos necessitados. Espigas caídas deviam ser deixadas nos campos para os pobres. Em todas as partes do Antigo Testamento, dá-se ênfase constante á genti­leza com viuvas, órfãos e estrangeiros.


Concubinato, Poligamia, Divórcio, Escravidão


Permitiam-se estas coisas, mas com muita restrição. A lei de Moisés elevou o casamento a um nível muito mais alto do que o existente nas nações vizinhas. A escravidão era cercada de consideração humana; nunca existia em larga escala entre os judeus, nem com as crueldades e horrores prevalecentes no Egito, Assíria, Grécia, Roma e outras nações.


A Pena Capital


Os crimes puníveis com a morte eram:

Homicídio, Gn 9:6; Ex 21:12; Dt 19:11-13.
Seqüestro, Ex 21:16; Dt 24:7.
Morte por negligência, Ex 21:28, 29.
Ferimento ou maldição de pai ou mãe, Ex 21:15-17; Lv 20:9; Dt 21:18-21. Idolatria, Lv 20:1-5; DI cap. 13: 17:2-5.
Feitiçaria, ~x 22:18.
Profecia por ciências ocultas, Dt 1 8:10, 11,20.
Blasfêmia, Lv 24:1 5,1: 6.
Profanação do sábado, Ex 31:14.
Adultério, Lv 21:10; Dt 22:22.
Estupro, Dt 22:23-27.
Imoralidade pré-nupcial, Dt 22:13-21.
Sodomia, Lv 20:13.
Coabitação com animais, Lv 20:15, 16.
Casamentos incestuosos, Lv 20:11, 12, 14.


Estas Leis Eram Leis de Deus


Algumas são semelhantes às Leis de Hamurabi, sobre as quais, sem dúvida, Moisés estava bem informado. Embora pudesse ter sido influenciado pela sua formação egípcia e pela tradição babilônica, contudo, se repete sempre “Assim diz o Senhor", indicando que estas leis foram promulgadas diretamente pelo próprio Deus.
Algumas podem nos parecer severas. Mas se nós pudéssemos transpor­tar-nos para a época de Moisés, provavelmente não nos pareceriam bastante enérgicas. De modo geral, a Lei de Moisés, por sua insistência sobre mora­lidade pessoal e igualdade pessoal, por sua consideração aos velhos e aos moços, aos escravos e aos inimigos, aos animais, a regulamentação de sua alimentação e saúde, era muito mais pura, mais racional, humana e democrática do que qualquer outra da legislação antiga, babilônica, egípcia ou outra qualquer, e patenteava uma sabedoria muito mais avançada do que estas. Temos ai o "milagre moral" do mundo pré - cristão.
A Lei de Moisés foi designada para ser um mestre-escola para nos conduzir a Cristo, Gn 3:24. Algumas das suas provisões acomodavam-se à dureza de corarão deles, Mt 19:8.


Sacerdotes e Sacrifícios


Os sacerdotes deveriam ser sem defeito físico, e só se podiam casar com uma moça virgem. Os animais para sacrifício deviam ser sem defeito e da idade mínima de 8 dias.


Festas, Candelabro, Pães da Proposição, Blasfêmias


Festas, registrado em Dt. 16. O candelabro devia se conservar aceso continuamente. Os pães da Proposição tinham que ser mudados cada sábado. A blasfêmia era punível com a morte. A legislação "olho por olho", 24:19-21, fazia parte da lei civil, era perfeitamente justa.


O Ano Sabático. O Ano do Jubileu


O Ano Sabático era todo sétimo ano. A terra ficava de descanso. Nenhuma semeadura, nem colheita, nem poda dos vinhedos. A produção espontânea devia deixar-se para os pobres e peregrinos. Deus prometia dar bastante no sexto ano, que sobraria para o sétimo. Cancelavam-se as dívidas dos compa­triotas judeus.
0 Ano do Jubileu era todo qüinquagésimo ano. Seguia-se ao sétimo ano sabático, havendo, pois, dois anos seguidos de repouso. Começava no Dia da Expiação. Todas as dívidas eram canceladas, os escravos eram libertados, as terras ven­didas eram restituídas.


MONTE SINAI, O MONTE DA LEI


A montanha onde Deus se revelou a seu povo é chamada indiferentemente de Monte Sinai ou de Monte Horeb. Nos escritos bíblicos fala-se geralmente de montanha de Deus. A etimologia faz decorrer a palavra Sinai de Senèh, que significa sarça.
Com efeito, antes de ser o lugar do encontro entre Deus e seu povo, o Sinai é primeiramente o lugar da revelação feita a Moisés na famosa sarça ardente. Por causa de um gesto infeliz que causou a morte a um vigia egípcio nos canteiros de obra do Faraó, Moisés se achou, em algumas horas, lançado dos palácios do rei para a aridez e a solidão do deserto. Esta ruptura colocou o jovem Moisés diante de questões essenciais: o que é o homem? Quem é Deus? Qual o sentido da existência humana?
Nos recônditos do maciço do Sinai, o jovem príncipe foi constrangido à privação. Aprendeu a sobreviver 'com o suor de seu rosto'. Mas no deserto do Sinai, aquele que mais tarde será o pastor de Israel, recebeu outras lições que iriam formar sua responsabilidade e alargar seu coração.
Trabalhando para um homem chamado Jetro, Moisés se casou com sua filha Séfora e com ela teve um filho de nome Gérson. O Sinai foi para Moisés ao mesmo tempo a terra do exílio e o lugar da felicidade, a escola da aridez da vida e de uma feliz paternidade.
O Sinai ia ser agora, vários anos depois da fuga do Egito, o cenário grandioso do encontro com Deus.
É freqüente no deserto que uma sarça pegue fogo espontaneamente, por causa dos raios ardentes do sol. Desta vez, porém, Moisés espanta-se: Vou achegar-me para ver este maravilhoso fenômeno: como é que a sarça não pára de queimar (Ex 3,3).
De fato, o fogo parece não consumir a sarça. Então ele se aproxima e escuta uma mensagem de compaixão e libertação: Eu vi a opressão de meu povo no Egito, ouvi os gritos de aflição diante dos opressores e tomei conhecimento de seus sofrimentos. Desci para libertá-los das mãos dos egípcios... (Ex 3,7-8).
Assim o Senhor revela-se como ser de fogo. Fogo de amor que queima em seu coração por seu povo Israel e através dele para todos os homens. Esta revelação é admirável sob vários aspectos. Por que o Deus infinito e Todo-Poderoso desce sobre uma sarça, criatura bem modesta e desprezível?
É preciso lembrar-se que, conforme o texto do Gênesis, as sarças e os espinheiros eram os únicos vegetais produzidos pela terra depois da revolta do homem contra o Criador. Sarças e espinhos são, assim, uma evocação do pecado da humanidade e da miséria da condição humana. Ao se revelar no coração de uma sarça do deserto, Deus ensina a Moisés que o pecado será iluminado pela sua presença, que a vida humana será transfigurada e não destruída pela chegada de Deus.
E a miserável sarça torna-se símbolo da mais alta revelação que existe, a saber: que Deus é (Eu sou aquele que sou), que ele é luz, calor e vida, enfim, que ele nos revela seu ser por sua presença, mas sem nos destruir.
E a miserável sarça dá seu nome à montanha, a mais célebre da Bíblia: o Sinai. O povo de Israel se acha nesse mesmo deserto do Sinai, depois da famosa saída do Egito dirigida por Moisés. Aí ele viverá a maior parte de suas experiências e de suas revoltas. Mas aí viverá de modo especial a Aliança com Deus.
Nós assistimos agora a uma amplidão do fenômeno, do qual Moisés fora testemunha. Desta vez a montanha está em chamas, os rochedos tremem, trombetas ressoam. No fogo do Sinai a presença de Deus se faz visível a todos e todos ouvem sua voz. O Senhor se aproxima de seu povo. Ele se comunica através do Decálogo e as principais prescrições são dadas a Moisés. Pois tal é o coração da Lei: permitir aos homens se aproximar de Deus, entrar em sua semelhança, seguindo os caminhos da justiça e do amor. A Lei concretiza a irrupção do sagrado no profano, da eternidade no tempo. No Sinai são proclamadas a universalidade do amor de Deus e sua profundeza. O Sinai será, a partir de agora, o lugar teofânico por excelência.
Quando o profeta Elias, perseguido pela polícia da rainha Jezabel, procurará um refúgio e consolo, ele dirigir-se-á ao Sinai, a montanha santa, voltando, assim, às fontes da revelação. Aí fará um encontro pouco habitual com Deus:
O Senhor respondeu: Sai e põe-te de pé no monte, diante do Senhor! Eis que ele vai passar. Houve, então, um grande furacão, tão violento que dilacerava os montes e despedaçava os rochedos diante do Senhor, mas o Senhor não estava no vento. Depois do vento houve um terremoto, mas o Senhor não estava no terremoto. Depois do terremoto houve um fogo, mas o Senhor tampouco estava no fogo. Finalmente, passado o fogo, percebeu-se uma brisa suave e amena. Quando Elias a percebeu, encobriu o rosto com o manto e saiu, colocando-se na entrada da caverna. Então uma voz lhe falou: O que estás fazendo aqui, Elias? (1Rs 19,11-13).
Quando o povo hebreu se instalar em Canaã e fizer de Jerusalém sua capital, o Monte Sinai assumirá o substitutivo de Monte Sinai como o proclama o salmo 68 (67): O Senhor veio do Sinai até o Santuário (o templo de Jerusalém).
E nesta continuidade, os apóstolos reunidos na sala superior, sobre o Monte Sião, em Jerusalém, conhecerão o derramamento do Espírito no dia de Pentecostes, festa que celebra o dom da Lei no alto do Sinai.


PORQUE A LEI SE DEU NO DESERTO?


Árido, aparentemente sem vida e hostil ao homem, seria o deserto uma anomalia da natureza, um erro do Criador ou ainda o fruto dum capricho que o levou a colocar um espaço de uma beleza selvagem? Segundo o livro do Gênesis, a origem do deserto é uma das tristes conseqüências da queda do primeiro homem. Pela sua revolta, o homem instaurou uma quebra na harmonia da criação, da qual ele era o administrador e não o senhor.
Amaldiçoada será a terra por tua causa (Gn 3,17), diz Deus. O rico jardim que produzia frutos em abundância dará então lugar ao deserto árido donde o homem não tirará seu alimento senão com o suor de seu rosto. Esta sentença divina não deve ser tomada como uma punição infligida por um Deus vingador, mas antes como uma ascese, isto é, como um caminho de purificação, de possível volta, uma escola de sabedoria. O deserto aparece, pois, como um meio pedagógico para fazer o homem voltar ao essencial, ao verdadeiro sentido de sua vida e de sua vocação.
A atravessia do deserto que permitirá ao homem voltar ao paraíso perdido, torna-se a imagem mais adequada de nossa vida terrena, caminho difícil e perigoso, mas capaz de nos conduzir até o Éden, lugar da feliz comunhão com Deus.
O deserto é, pois, uma verdadeira escola e numerosas são as lições que o homem tira daí. A história de Israel é, sob esse aspecto, exemplar. É no deserto que o povo de Deus fez suas experiências fundamentais:
- Ele descobriu o verdadeiro sentido da escravidão: libertado da escravidão do Faraó, ele se encontra prisioneiro de si mesmo, de seu pecado, de suas paixões e nelas provou a amargura.
- Ele aprendeu a obediência, a única que permitia vencer as dificuldades e as adversidades: obediência a Deus e àquele que escolhera para ser guia do povo.
- Ele fez a experiência da Providência que provê, dia após dia, as necessidades mais elementares. Ele teve de crescer, portanto, numa relação de confiança e abandono a Deus.
- Ele viu o poder de Deus em ação, poder que podia abater o inimigo, mas também converter os corações.
- Ele aprendeu a dependência e, portanto a pobreza que não é miséria material, mas desapego de si.
- Ele aí encontrou Deus e recebeu a Lei.
A mais admirável de todas estas experiências no deserto é, sem dúvida, a vinda de Deus em meio a seu povo, essa presença do Todo-Poderoso no coração da miséria humana: presença numa sarça, presença numa coluna de nuvem, presença numa tenda agitada ao sabor do vento. A partir de agora a precariedade da existência humana não é mais um impecilho para a relação com Deus, e a distância entre o Criador e sua criatura, se não é abolida, pelo menos é consideravelmente reduzida.
Assim, aquilo que antes era visto como um lugar hostil, torna-se, pouco a pouco, na consciência de Israel, um lugar privilegiado de intimidade com o Senhor. O profeta Oséias dirá em relação a Israel: por isso, eu mesmo a (a esposa infiel) seduzirei, conduzirei ao deserto e lhe falarei ao coração (Os 2,16) e Isaías anunciará: Até que do Alto o Espírito seja derramado sobre nós. Então o deserto se tornará um vergel e o vergel será considerado uma floresta (Is 32,15).
João Batista, referindo-se às profecias messiânicas de Isaías, apresenta-se como a voz que clama no deserto, expressão que não quer significar a voz que ninguém escuta, mas sim a voz que lança uma santa convocação para se ir ao lugar de encontro com Deus.
O deserto será o primeiro campo de missão de Jesus. Desde antes de seu batismo o Espírito o arrasta ao deserto. Durante quarenta dias aí ele sustenta o mais importante combate de toda a história que o coloca contra as forças de destruição, aos poderes da morte. Em quarenta dias ele leva à sua plena realização o que Israel vivera durante quarenta anos de travessia do deserto.
A vitória de Jesus, que obriga o maligno a se retirar, abre definitivamente o acesso ao Éden perdido. O deserto toma o lugar do jardim. Jardim das margens do Lago de Tiberíades onde Jesus multiplica os pães; jardim do Getsêmani onde, pela última vez, repele a tentação; o jardim do sepulcro onde a pedra da tumba é rolada na manhã da Páscoa.



OS DEZ MANDAMENTOS

ÊXODO [20]


1 Então falou Deus todas estas palavras, dizendo:
2 Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.
3 Não terás outros deuses diante de mim.
4 Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.
5 Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.
6 e uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos.
7 Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar o seu nome em vão.
8 Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.
9 Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho;
10, mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas.
11 Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou.
12 Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.
13 Não matarás.
14 Não adulterarás.
15 Não furtarás.
16 Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
17 Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.
18 Ora, todo o povo presenciava os trovões, e os relâmpagos, e o sonido da buzina, e o monte a fumegar; e o povo, vendo isso, estremeceu e pôs-se de longe.
19 E disseram a Moisés: Fala-nos tu mesmo, e ouviremos; mas não fale Deus conosco, para que não morramos.
20 Respondeu Moisés ao povo: Não temais, porque Deus veio para vos provar, e para que o seu temor esteja diante de vós, a fim de que não pequeis.
21 Assim o povo estava em pé de longe; Moisés, porém, se chegou às trevas espessas onde Deus estava.
22 Então disse o Senhor a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: Vós tendes visto que do céu eu vos falei.
23 Não fareis outros deuses comigo; deuses de prata, ou deuses de ouro, não os fareis para vós.
24 um altar de terra me farás, e sobre ele sacrificarás os teus holocaustos, e as tuas ofertas pacíficas, as tuas ovelhas e os teus bois. Em todo lugar em que eu fizer recordar o meu nome, virei a ti e te abençoarei.
25 E se me fizeres um altar de pedras, não o construirás de pedras lavradas; pois se sobre ele levantares o teu buril, profaná-lo-ás.
26 Também não subirás ao meu altar por degraus, para que não seja ali exposta a tua nudez.


OS DEZ MANDAMENTOS DO MONTE SINAI


Livres da ameaça egípcia, os refugiados seguiram a direção sudeste, escravos era seu povo, a nação de Israel.
Da sua parte, o povo de Israel devia obedecer a ele e às suas leis, resumidas nos dez mandamentos, dados a Moisés em duas tábuas de Pedra. Os dez mandamentos representam os princípios básicos que diziam governar a vida do povo. Israel prometeu obedecer e a promessa foi confirmada numa cerimônia solene a sombra da montanha. Foram oferecidos animais sacrificiais, cujo sangue foi aspergido sobre o povo e sobre o altar. Assim foi selado um pacto. Depois Deus deu-lhes instruções sobre a construção de uma tenda especial (o Tabernáculo, uma espécie de pequeno santuário portátil), que seria um sinal da sua presença em meio o povo durante o resto da sua caminhada.
Os hebreus permaneceram quase um ano no Sinai. Depois dirigiram-se para o norte, através do deserto de Parã, até chegar a Cades-Barnea. Ali acamparam na fronteira meridional de Canaã.


A LEI DO ANTIGO TESTAMENTO


A lei do Antigo Testamento, a "Torah" ou instrução era regra de vida dada por Deus (nos cinco primeiros livros da Bíblia) para indicar ao seu povo como devia viver. Compreendia os dez mandamentos, que são um núcleo da lei moral, e ainda leis sociais e religiosas, regras pormenorizadas sobre higiene e o comportamento na vida cotidiana.
Os princípios da lei são básicos para entendermos o modo como o homem e a sociedade devem agir. Como o "Manual do Criador", a lei mostra - nos como Deus quer que vivamos.
Podemos considerá-los como um único livro, embora inclua toda sorte de escritos: narrativas, leis, instruções sobre o culto e as cerimônias religiosas, sermões e genealogias.
Mas, de qualquer modo, estes livros possuem tema comum. Depois das narrativas sobre os primórdios do mundo em Gn. 1-11, contam a história do povo de Deus desde a vocação de Abraão até a morte de Moisés, compreendendo um período de cerca de 600 anos, ou seja, de aproximadamente 1800 até 1250 a.C. Com exceção do livro de Gênesis, os outros livros da lei são dominados pela figura de Moisés, o grande líder dos israelitas.
A idéia de uma comunidade que obedeça à vontade de Deus é o centro destes livros, e por isso a lhes deu o nome hebraico de “Torah”, isto é, "ensinamento" por excelência. Estes cinco livros também são conhecidos pelo nome grego de “Pentateuco” ou "cinco rolos" (literalmente "5 estojos" nos quais estavam os rolos).


CONCLUSÃO



As leis revelam a preocupação de Deus para que toda vida seja justa e honesta, particularmente a sua intenção é de proteger os direitos daqueles que são menos capazes de defender-se sozinhos, isto é, escravos, pobres, viúvas, órfãos e estrangeiros.









A Segunda Carta de Pedro

INTRODUÇÃO

Enquanto 1 Pedro trata dos problemas externos; 2 Pedro trata dos problemas internos. Pedro escreve com o intuito de advertir os crentes acerca dos falsos mestres que estão tentando prejudicar a doutrina. Ele começa insistindo com eles para manter estrita vigilância sobre sua vida pessoal. A vida cristã demanda diligencia no cultivo da excelência moral, do conhecimento, do domínio próprio, da perseverança, da piedade, da fraternidade benigna e do amor altruísta. Ao contrario disso, os falsos mestres são sensuais, arrogantes, ávidos a cobiçosos. Escarneciam da idéia de um juízo futuro e se entretiam como se o presente fosse o padrão para o futuro. Pedro lembra‑lhes de que, embora Deus usasse de longanimidade antes de enviar seu juízo, por fim ele viria. Em vista desse fato, os crentes devem viver de forma piedosa, inculpável e inabalável.
A declaração da autoria (1.1) é sobejamente clara: "Simão Pedro, servo a apóstolo de Jesus Cristo". Para distinguir esta epístola de 1 Pedro, foi‑lhe dado o título Petrou B, "Segunda Pedro".


CONTEÚDO

O autor se identifica como “Simão Pedro” (1,1) e “testemunha” de Cristo (1,16-18). Mas, ao contrário de 1Pd. que foi logo aceita como autêntica e canônica, sobre 2Pd já na Igreja antiga pairaram dúvidas devido à grande diferença de linguagem entre as duas epístolas. A tardia aceitação da epístola pelas igrejas orientais e ocidentais (séc. V/VI) e a sua dependência da epístola de Judas, composta após a morte de Pedro, levou a maioria dos exegetas a negar a autenticidade de 2Pd.
O autor é um cristão de origem judaica (1,16; 2,1. 18), bom helenista, mas distinto do autor de 1Pd, pois a linguagem e o gênero literário são diferentes. A carta foi escrita entre os anos 70 e 125 dC. Os leitores da carta são os mesmos de 1Pd, pertencentes às comunidades da Ásia Menor e todos eles cristãos (1,1). Os hereges combatidos parecem ser os mesmos visados pela epístola de Judas: gnósticos libertinos que, a pretexto de possuírem o Espírito, desprezam as leis morais (2,1–3,3) e negam a parusia (3,4-10).
O autor apresenta o seu escrito como um testamento espiritual de Pedro (cf. 1,13-15): cônscio de sua morte por revelação divina (1,14), o apóstolo recorda os ensinamentos do passado (1,12s; 3,1) e as razões para neles acreditar (1,16-21; 3,2s); anuncia a vinda próxima de propagadores do erro (2,1-21; 3,3s), contra os quais adverte os leitores por escrito (1,15). Contra tais erros é necessário ser fiel à palavra apostólica (3,15s) e profética, produzidas pelo Espírito Santo (1,12-21).
Após criticar severamente os hereges pelos erros doutrinários (2,10-11) e desmandos de ordem moral (2,12-19), o autor aborda o tema central da epístola, a volta gloriosa de Cristo (3,4). A doutrina da parusia de Jesus Cristo não é fantasia, mas vem dos apóstolos (cf. 1,16-18) e foi anunciada pelos profetas (1,19-21). O Dia do Senhor parece tardar (3,4), pois para Deus que pacientemente aguarda a conversão do pecador (3,9), “um dia é como mil anos e mil anos como um dia” (3,8). Fiel aos deveres da vocação e à graça recebida (1,3-11) o cristão se prepara para a vinda do Senhor, quando Deus porá fim à realidade presente e criará novos céus e nova terra, onde mora a justiça (3,12-14).
A abertura (1.1‑2) leva a uma lembrança das boas dádivas que Cristo concedeu (1.3‑4), que constituem a base para uma exortação visando o aprimoramento de qualidades cristãs (1.5‑11). Pedro não tem muito tempo de vida pela frente (1.14) e deseja que, depois de sua morte, os leitores sejam capazes de se lembrar da verdade (1.15). Ele insiste em que a mensagem sobre Jesus Cristo não consiste em "fabulas engenhosamente inventadas"; ele pessoalmente declara ter ouvido as palavras faladas por ocasião da transfiguração (1.16‑18). Passa a colocar as Escrituras no âmbito da obra do Espírito Santo nos profetas (1.19‑21). Coloca juntos os falsos profetas do passado a os falsos profetas do futuro (2.1‑3) e lembra seus leitores de que Deus julgou anjos e pessoas ímpias, mas que salvou o justo Ló (2.4‑10). Os falsos mestres que a epístola tem em mente são arrogantes (2.10‑12), mas serão castigados por seu comportamento mau (2.13‑22). Pedro relembra seus leitores aquilo que lhes escreveu numa carta anterior (3.1) e exprime seu desejo de faze‑los lembrarem‑se dos ensinos dos profetas e de Jesus, transmitidos através dos apóstolos (2.3). Zombadores surgirão nos últimos dias (3.3‑7), mas a vinda do Senhor é certa, muito embora ela ocorra na cronologia do próprio Senhor e não na nossa (3.8‑10). Essa vinda constitui a base para uma exortação ao viver piedoso (3.11): os cristãos devem viver na esperança da hora em que os céus serão destruídos pelo fogo a os elementos se derretendo com o calor, o que conduzira ao aparecimento de novos céus e terra (3.12‑13). Pedro recorda os seus leitores daquilo que Paulo tem escrito e continua a instar com eles a viverem corretamente (3.14‑18).


AUTORIA


Nenhum outro livro neotestamentário possui tantos problemas de autenticidade quanto 2 Pedro. Ao contrário de 1 Pedro, esta carta tem um testemunho externo muito fraco, a sua autenticidade é prejudicada por dificuldades também internas. Em vista destes obstáculos, muitos estudiosos rejeitam a autoria petrina desta epístola; isto, porém, não significa que não haja argumento em prol da posição contrária.
Evidencia Externa: O testemunho externo em prol da autoria petrina de 2 Pedro é mais fraco do que em prol de qualquer outro livro neotestamentário, mas ao longo do quarto século ela se tornou geralmente reconhecida como uma obra autentica do apóstolo Pedro. Não há citações incontestes de 2 Pedro no segundo século; no terceiro século, porém, ela é citada nos escritos dos vários pais da igreja, notadamente Orígenes e Clemente de Alexandria. Os escritores do terceiro século geralmente tinham consciência de 2 Pedro e respeitavam seu conteúdo, mas ela ainda era catalogada como um livro contestável. O quarto século presenciou o reconhecimento oficial da autoridade de 2 Pedro a despeito de algumas dúvidas hesitantes. Por várias épocas, 2 Pedro não foi prontamente aceita como livro canônico: (1) Sua lenta circulação a impediu de ser amplamente conhecida. (2) Sua brevidade e seu conteúdo limitavam muitíssimo o número de citações dela nos escritos dos líderes da igreja primitiva. (3) A delonga no reconhecimento significava que 2 Pedro teria de competir com diversas obras mais recentes, as quais reivindicavam falsamente ser petrinas (por exemplo, o Apocalipse de Pedro). (4) Diferenças estilísticas entre 1 e 2 Pedro também corroboraram as dúvidas.
Evidencia Interna: Do lado positivo, 2 Pedro fornece sobejo teste­munho de sua origem apostólica. Ela alega ser de "Simão Pedro" (1.1), e o capítulo 3, versículo 1, diz: "Amados, esta é a segunda carta que vos escrevo". O escritor faz referência a predição do Senhor acerca da morte do apóstolo (1.14; cf. Jo 21.18‑19) e diz que foi uma testemunha ocular da transfiguração (1.16‑18). Como apóstolo (1.1), ele se põe em pé de igualdade com Paulo (3.15). Há também palavras distintivas que se en­contram em 2 Pedro e nos sermões de Pedro em Atos, bem como pala­vras e frases incomuns presentes em 1 e 2 Pedro.
Do lado negativo, uma série de áreas incomodas desafiam a posição tradicional: (1) Há diferenças entre o estilo e vocabulário de 1 e 2 Pedro. O grego de 2 Pedro é irregular e deselegante comparado com o de 1 Pedro, e há igualmente diferenças na informalidade e no uso do Antigo Testamento. Estas diferenças, porém, são amiúde exageradas, e podem ser explicadas pelo uso que Pedro faz de Silvano como seu secretário em 1 Pedro, enquanto 2 Pedro é produto de seu próprio punho. (2) Argu­menta‑se que 2 Pedro usou uma passagem de Judas para descrever os falsos mestres, e que Judas foi escrita depois da morte de Pedro. Entre­tanto, esta é uma afirmação questionável, é possível que Judas tenha citado Pedro ou que ambos tenham usado uma fonte comum (3) A referência a uma coleção de cartas de Paulo (3.15­-16) implica uma data mais recente para esta epístola. Não é necessário, porém, concluir que todas as cartas de Paulo estavam em questão aqui. O contato de Pedro com Paulo e seus companheiros sem dúvida o levou a familiarizar‑se com várias epístolas paulinas. (4) Alguns estudiosos alegam que o falso ensino mencionado em 2 Pedro era uma forma de gnosticismo que emergiu após os dias de Pedro, contudo há evidência insuficiente em apoio desta posição.
A alternativa para a autoria petrina consiste numa imitação posterior feita em nome de Pedro. Mesmo a alegação de que 2 Pedro foi escrita por um discípulo de Pedro não pode superar o problema de embuste. Além disso, 2 Pedro é claramente superior a quaisquer escritos pseudônimos. A despeito dos problemas externos e internos, a posição tradicional da auto­ria petrina supera mais dificuldades do que qualquer outra opção.





DATA E CENÁRIO



A maioria dos estudiosos considera o capitulo 3, versículo 1 ("Amados, esta é a segunda carta que vos escrevo"), uma referência a 1 Pedro. Se este for o caso, Pedro tinha em mente os mes­mos leitores da Ásia Menor, embora a saudação mais geral (1.1) permitisse também destinatários mais numerosos. Pedro escreveu esta epístola como reação à difusão de ensinos he­réticos que eram de todos os mais insidiosos, uma vez que emergiam do seio das igrejas. Esses falsos mestres pervertiam a doutrina da justifi­cação e promoviam uma forma rebelde e imoral de vida.
Esta epístola foi escrita um pouco antes da morte do apóstolo (1.14), provavelmente de Roma. Seu martírio ocorreu entre 64 e 66 d.C.



TEMA E PROPÓSITO



O tema básico que percorre 2 Pedro é o contraste entre o conhecimento e a pratica da verdade versus a falsidade. Esta epístola foi escrita para expor a perigosa e sedutora obra dos falsos mes­tres a advertir os crentes e colocar‑se em guarda contra o "engano dos homens perversos" (3.17). Também foi escrita para exortar os leitores: "Crescei na graça a no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo" (3.18), porquanto este avanço para a maturidade cristã é a me­lhor defesa contra as fraudes espirituais. Outro propósito desta carta con­siste em proporcionar um "lembrete" (1.12‑13; 3.1‑2) aos leitores acerca dos elementos fundamentais da vida cristã dos quais eles não devem afastar‑se. Isto inclui a certeza do regresso do Senhor em poder a juízo.








CHAVES PARA II PEDRO



Palavras-chave: “Contra os Falsos Mestres”
Versiculos‑chave (1.20‑21; 3.9‑11) ‑ "Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas homens santos de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo" (1.20‑21).
"O Senhor não retarda sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; porém é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender‑se. Virá, pois, como ladrão o dia do Senhor, no qual os céus passarão com grande estrondo, a os elementos, ardendo, se dissolverão, e a terra, e as obras que nela há, serão descober­tas.
Capítulo‑chave (1) ‑ A Escritura mais clara em definir a relação en­tre Deus e o homem sobre a questão de inspiração se acha contida no capítulo 1, versículos 19‑21. Surgem três princípios distintos: (1) que a interpretação das Escrituras não se limita a um eleito favorecido, mas é aberta a todos os que "dividem corretamente a palavra da verdade" (2Tm 2.15); (2) que o profeta divinamente inspirado não iniciou a Escritura por si mesmo; e (3) que o Espírito Santo (não a emoção ou a circunstância do momento) moveu homens santos.



CRISTO EM II PEDRO


Excluindo o primeiro versículo de sua epístola, Pedro emprega o título "Senhor" sempre que menciona o Salvador. O Senhor Jesus Cristo é a fonte do pleno conhecimento e poder para a obtenção da maturidade espiritual (1.2‑3, 8; 3.18). Pedro lembra a glória de sua transfiguração no monte santo e antecipa sua parousia, "vinda", quando o mundo inteiro, não apenas três homens e uma montanha, con­templará sua glória.







CONTRIBUIÇÃO À BÍBLIA


Enquanto 1 Pedro trata da submissão a Deus como a reação correta ao sofrimento vindo de fora, 2 Pedro se concentra no conhecimento da verdade como a reação correta ao erro que vem de dentro. As palavras "sofrimento" em 1 Pedro e "conhecimento" em 2 Pedro aparecem dezesseis vezes em diversas formas. O "conhecimento" de 2 Pedro envolve não só a compreensão intelectual, mas também a concretização experimental. Tem por base a aplicação da verdade espiri­tual para o crescimento na vida do crente.
As duas epístolas de Pedro podem ser contrastadas de diversas formas:


Oposição Externa

Oposição Interna
Hostilidade

Heresia
Antagonismo

Apostasia
Paciência

Firmeza
Espera

Advertência
Sofrimento

Erro
Submissão

Conhecimento
Conforto

Prudência
Esperança no regresso do Senhor

Confiança no regresso do Senhor
Santidade

Maturidade
"Dor com um propósito"

"Veneno nos bancos da igreja"

O cenário de Pedro quanto à criação dos céus a da terra atuais e a dissolução do universo a criação dos novos céus e nova terra constitui uma das passagens mais assustadoras de toda a Escritura (3.5‑13).



VISTA – PANORÂMICA DE II PEDRO



Pedro escreveu sua primeira epístola com o fim de estimular seus leitores a uma reação correta à oposição
externa. Sua segunda epístola focaliza a oposição interna provocada por falsos mestres, cujas "heresias destrutivas" (2.1) podem seduzir os cren­tes ao erro e a imoralidade. Enquanto 1 Pedro fala do novo nascimento por meio da Palavra viva, 2 Pedro realça a necessidade de crescimento na graça a no conhecimento de Cristo. O melhor antídoto para o erro é uma sólida compreensão da verdade. 2 Pedro se divide em três partes: cultivo do caráter cristão (1); condenação dos falsos mestres (2); a con­fiança no regresso de Cristo (3).

Cultivo do Caráter Cristão (1)

A saudação de Pedro (1.1‑2) é uma introdução ao tema principal do capítulo 1, ou seja, o verdadeiro conheci­mento de Jesus Cristo. Os leitores são lembrados das "grandes e preciosas promessas" que lhes pertencem em virtude de sua vocação e fé em Cris­to (1.3‑4). Eles foram trasladados da corrupção do mundo para serem conformados a Cristo, Pedro insiste com eles para que avancem, for­jando uma cadeia de oito virtudes cristãs de fé e amor (1.5‑7). Se um crente não transforma a confissão em pratica, torna‑se espiritualmente inútil, pervertendo o propósito para o qual foi chamado (1.8‑11).
Esta carta foi escrita não muito antes da morte de Pedro (1.14) com o fim de recordar aos crentes as riquezas de sua posição em Cristo e sua responsabilidade de defender a verdade (1.12‑21). Pedro sabia que sua partida deste mundo era iminente, e deixou esta carta como um legado escrito. Como testemunha ocular da vida de Cristo (ele ilustra isto com uma descrição da transfiguração em 1.16‑18), Pedro afirma a autoridade e credibilidade da palavra profética. A mais clara descrição do processo divino‑humano de inspiração se encontra no capítulo 1, versículo 21: "mas homens santos de Deus falaram quando foram movidos pelo Espí­rito Santo”.

Condenação dos Falsos Mestres (2)

A discussão de Pedro em torno da verdadeira profecia o conduz a uma extensa denuncia da falsa profe­cia nas igrejas. Esses falsos mestres eram especialmente perigosos em razão de surgirem no seio da igreja e minarem a confiança dos crentes (2.1‑3). A extensa descrição que Pedro faz das características desses fal­sos mestres (2.10‑22) expõe a futilidade e corrupção de suas estratégias. Seus ensinos e estilo de vida cheiram a arrogância e ao egoísmo; suas astutas palavras, porém, são capazes de seduzir os crentes imaturos.

Confiança no Regresso de Cristo (3)

Uma vez mais Pedro declara que esta carta se destina a despertar a mente de seus leitores "com admo­estações" (3.1; cf. 1.13). Este capítulo muitíssimo oportuno busca tra­zer‑lhes a lembrança a infalível verdade da parousia iminente (esta pala­vra grega, usada em 3.4, 12, se refere à Segunda Vinda ou Segundo Advento de Cristo), a refutar os escarnecedores que nos últimos dias nega­rão esta doutrina. Tais escarnecedores alegarão que Deus não interfere poderosamente nas atividades do mundo; Pedro, porém, chama a aten­ção para três eventos catastróficos, dois passados a um futuro, divina­mente provocados: a Criação, o Dilúvio e a dissolução dos céus a da terra atuais (3.1‑7). Pode parecer que a promessa do regresso de Cristo não se cumprirá; isso, porém, não procede, por duas razões: a perspecti­va divina quanto à ação do tempo é completamente diferente da dos homens, e a aparente delonga da parousia se deve à paciência divina por esperar que mais pessoas cheguem ao conhecimento de Cristo (3.8‑9). Não obstante, o dia da consumação virá, e toda a matéria deste universo evidentemente será transformada em energia, da qual Deus formará um novo cosmos (3.10‑13).
A luz desta vinda do dia do Senhor, Pedro exorta seus leitores a culti­var uma vida de santidade, firmeza e desenvolvimento (3.14‑18). Ele faz menção das cartas de "nosso amado irmão Paulo" e significativamente a coloca em pé de igualdade com as Escrituras do Antigo Testamento (3.15-­16). Depois de uma advertência final sobre o perigo dos falsos mestres, a epístola se encerra com um apelo a maturidade e com uma doxologia.


ESBOÇO DE II PEDRO



I. Cultivo do Caráter Cristão 1.1‑21
A. Saudação 1.1‑2
B. Crescimento em Cristo 1.3‑14
C. Os Fundamentos da Fé 1.15‑21
D. Experiência da Transfiguração 1.15‑18
E. Infalibilidade das Escrituras 1.19‑21
II. Condenação dos Falsos Mestres . 2.1‑22
A. Perigo dos Falsos Mestres 2.1‑3
B. Destruição dos Falsos Mestres 2.4‑9
C. Descrição dos Falsos Mestres 2.10‑22
III. Confiança no Regresso de Cristo 3.1‑18
A. O Escárnio dos 0ltimos Dias 3.1‑7
B. A Manifestação do Dia do Senhor 3.8‑10
C. Maturidade 0lhando o Dia do Senhor.3.11‑18




CONSIDERAÇÕES FINAIS



A carta de II Pedro tem como objetivo principal advertir contra a apostasia vindoura, quando líderes na igreja, por interesses pecuniários, permitiriam licenciosidade e toda má ação; apostasia em que a igreja deixaria de aguardar a vinda do Senhor, e para dar a entender que essa vinda podia demorar longo tempo.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS




- Introdução ao Novo testamento – D. A. Carson, Douglas J. Moo, Leon Morris – Editora Vida Nova.

- Descobrindo a Bíblia – Bruce Wilkinson & Kenneth Boa – Editora Candeia.

- Manual bíblico – H. H. Halley – Editora Vida Nova.

- CD Bíblia sagrada Seafox.