quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Liderança Pastoral e Ministério

INTRODUÇÃO


I - DEFINIÇÃO E CONCEITUAÇÃO DE LIDERANÇA

1.1. Definições de Lideranças:

Definições seculares: Entre as conhecidas, destaco duas. Uma sintética e outra mais abrangente:
· “Liderança é influenciar pessoas visando a obtenção de uma meta comum”;
· “Liderança é o processo de influenciar as atividades de um indivíduo ou um grupo em esforço voltado para metas de realização numa dada situação. Em essência, liderança envolve meta de realização com e através das pessoas. Portanto, um líder deve estar preocupado com tarefas e relacionamentos humanos;

1.2. Distinção entre Administração e Liderança: A chave da diferença entre os dois conceitos é a palavra organização, esta requer planejamento, motivação e controle;

1..3. Estilos de Liderança: Foram apresentados dois estilos identificados como:
· Teoria X - esta teoria pode incluir: trabalho desagradável; pessoas que têm pouco desejo de trabalhar; pessoas pouco criativas para resolver problemas; a motivação só ocorre se há necessidades de segurança e fisiológicas; as pessoas não agem voluntariamente, mas controladas e coagidas;

· Teoria Y – esta teoria inclui: o trabalho é tão natural como jogar em condições favoráveis; é necessário o autocontrole para alcançar as metas organizacionais; as pessoas demonstram interesse organizacional; a motivação provoca estima social a níveis de auto-atualização, tanto quanto fiscal e a níveis de segurança; quando propriamente motivadas as pessoas podem ser auto-direcionadas e criativas no trabalho.

Conforme vários autores, sobre diversas teorias, entre as quais destaco a de E. Hersey e Blanchard, que baseados na definição de liderança como uma função, lideres e liderados em situações variáveis, concordamos que ter o tipo ideal e singular de liderança é impossível.


II - NÍVEIS DE LIDERANÇA

Existem cinco níveis de liderança que estão relacionados à continuidade do tempo de liderança, à forma de liderança, ao caráter do líder e à organização e liderados. Quanto mais tempo durar a liderança, maior as possibilidades de alcançar os objetivos. Só Jesus conseguiu alcançar todos os seus objetivos em apenas três anos.
PERSONALIDADE
DESENVOLVOLVIMENTO DAS PESSOAS
PRODUÇÃO
PERMISSÃO
POSIÇÃO
1º NÍVEL - DE POSIÇÃO – É a mais básica. Ele é dada a um líder que a recebe, que é seguido pelas pessoas porque eles têm autoridade. As pessoas só fazem o que são obrigadas a fazer. Elas respeitam a posição do líder. O Pastor é respeitado por causa da sua posição. As vezes as pessoas o obedecem porque são obrigadas. Esse tipo de liderança é muito comum no início e quando o líder ainda não tem vínculos com os seus liderados. Essa dura aproximada um ano, pois antes de ser conhecido o líder não é visto com muita confiança. Em termo de igreja esse período é chamado de “lua de mel entre pastor e igreja”. À medida em que vai conquistando a confiança dos seus liderados, a liderança vai se firmando e estes passam a ter mais prazer no líder e a obedecê-lo com mais voluntariedade

2º - NÍVEL - DE PERMISSÃO – É a liderança delegada. As pessoas vão além da obrigação. É a fase em que os líderes já possuem maior vínculo com a comunidade. Para se chegar à essa fase é necessário um eficiente trabalho de relacionamento. Um bom líder precisa ser mais do que mandar. Ele precisa conquistar para influenciar, por que as pessoas possuem inteligência, vontade e decisão próprias, por isso precisam ser influenciadas para se deixaram liderar.

3º NÍVEL - DE PRODUÇÃO - É o nível em que as pessoas adoram a organização. Elas ficam entusiasmadas com os resultados. Elas estão mais preocupadas com o fazer por que isto é motivo de auto-satisfação. O prazer é produzir porque valorizam o que fazem;

4º - NIVEL - DE DESENVOLVIMENTO - É o nível onde os relacionamentos estão interagindo e quando o líder investe mais nas pessoas, que trabalham por que estão crescendo, e estão vendo qualidade na vida espiritual, seguindo o líder por verem-no dando o melhor de si.

5º - NÍVEL - DE PERSONALIDADE – Esse é um tipo raro de liderança. Poucos têm alcançado esse nível, como Billy Graham, Madre Tereza de Calcutá, Rick Warren, etc. Neste nível fica mais evidente o caráter do líder. O seu carisma é superior à organização. Ele dá tudo pelo ministério, por isso adquiri o respeito dos liderados
Estes níveis de liderança se concretizam ao longo do tempo durar, à medida em que aumenta o nível de comprometimento. E quanto maior for o comprometimento mais fácil é liderar, pois, quanto mais sobre o nível de liderança, maior será o grau de relacionamento em todos os níveis de liderança. Mesmo subindo não se deixa a base antes de chegar ao próximo nível, porque no mesmo grupo os liderados estarão em níveis diferentes. Uns podem estar na base, alguns no meio enquanto outros estarão no topo.
Ninguém sobe sozinho. Para subir é necessário a ajuda de outras pessoas que esteja em níveis superiores


2.1 O Que Precisamos Fazer Em Cada Um Destes Estágio?

Para podermos definir o que fazer, primeiro precisamos estar conscientes da própria realidade quanto ao exercício da liderança, fazendo um auto-questionamento:

1º - Em que estágio estou? Se estiver começando ou a pouco tempo na instituição, provavelmente estará no 1º nível;

2° - Ter cuidado para não demorar mais do que o necessário em um estágio por que isso pode causa prejuízo, tanto ao líder como à comunidade.


1º NÍVEL

2º - O que fazer?

a) Quais as minhas responsabilidades para que possa refletir sobre elas?

b) Conhecer a história da instituição. Que tipo de história está atras de uma pessoa ou instituição;

c) Relacionar a história com as pessoas . Como essa história afetou as pessoas e como elas participaram da história?
d) Aceitar a responsabilidade;

e) Desenvolver as atividades com a máxima responsabilidade;

f) Fazer mais do que as pessoas estão acostumadas, principalmente nas áreas onde o antecessor não deu atenção, ou não foi capaz de atender com eficiência. Isto muito ajuda a ganhar a imagem do pastor anterior;

g) Fazer o máximo possível do que tiver para ser feito;

h) Ser criativo.


2º NÍVEL

a) Mais do que a instituição, relacionamentos são mais importantes. É precisa haver amor genuíno para não vera s pessoas apenas como rebanho, mas segundo as suas necessidades. Ver as pessoas além da visão dos olhos físicos. É preciso mostrar-se preocupado com elas;

b) Fazer com que as pessoas sejam melhor sucedidas nas áreas em que estiverem envolvidas n instituição;

c) Amar mais que os procedimentos;

d) Promover o equilíbrio entre as pessoas que são de difícil relacionamento;

e) Ser sábio em lidar com pessoas difíceis. Elas precisam de mais atenção


3º NÍVEL

a) Iniciar aceitando responsabilidades focando o crescimento;

b) Desenvolver e deixar claro o propósito do que deseja realizar;

c) Descrever o trabalho e a energia a ser gasta no desenvolvimento do mesmo;

d) Desenvolver a monitoração do mesmo;

e) Antecipar os resultados, antecipando o que vai acontecer;

f) Comunicar a sua visão para a instituição;

g) Saber quando fazer certas obras e orar sobre a realização das mesmas;

h) Saber que as decisões mais difíceis serão as que farão mais diferença;


4º NÍVEL

a) Perceber que as pessoas são as coisas mais importantes da instituição;

b) Priorizar o desenvolvimento das pessoas;

c) Ser modelo para as outras pessoas;

d) Investir na formação de liderança, sabendo que a minoria lidera a maioria;


5º NÍVEL

a) Dar oportunidade aos que estão se desenvolvendo na liderança, para que cresçam ainda mais;

b) Atrair as pessoas com o fim de envolve-las no desenvolvimento;

c) Criar um núcleo sólido de líderes e trabalhos através deles;


6º NÍVEL

a) Ter seguidores leais e sacrificiais;

b) Ser o mentor dos outros líderes, mostrando-se feliz ao vê-los crescer;

c) Estar consciente de que a sua personalidade transcendo à sua instituição;

d) Consultar pessoas e ser flexível na escolha de pessoas para ajudar na liderança da instituição;


IV - AS DIFERENÇAS ENTRE O LÍDER SECULAR E O ESPIRITUAL

Por liderar uma instituição de caráter espiritual, formada pelo povo de Deus, diferença de qualquer outra instituição terrena, o líder espiritual deverá agir de forma diferente da dos não espirituais. J. Oswald Sander estabeleceu as seguintes diferenças entre ambos:

LÍDER NATURAL
LÍDER ESPIRITUAL
Confia em si mesmo
Confia m Deus
Conhece as pessoas
Conhece as pessoas e a Deus
Toma decisões próprias
Procura conhecer a vontade de Deus
É ambicioso
É humilde
Cria métodos
Segue os exemplos de Cristo
Gosta de comandar
Tem prazer em obedecer a Deus
Procura recompensa pessoal
Ama a deus e aos outros
É independente
É dependente de Deus

O líder natural depende apenas da vocação, do talento e de preparo intelectual para exercer a sua liderança, enquanto o líder espiritual depende do talento, da vocação, da chamada, do dom espiritual dado por Deus e ser comissionado por ele para a liderança. Não existe líder espiritual por conta própria.
Não é fácil definir espiritualidade, mas sabemos muito bem quando está presente entre nós. É como uma fragrância do jardim do senhor, um poder de transformar o ambiente ao nosso redor, e uma influência que faz o Cristo ser uma realidade nos outros.
A liderança é nata ou não? Todos trazemos do berço, predisposições que serão desenvolvidas ao longo da nossa existência, inclusivo o talento para a liderança. Neste sentido a liderança é nata, mas precisa ser desenvolvida como capacidade. Mas a liderança espiritual pode ser nata e usada por deus como um Dom, ou ser apenas um Dom dado por Deus para edificação da sua igreja. Isto nos ajuda a entender a diferença entre o líder natural e o líder espiritual. Pois, para uma liderança especial, uma capacitação especial. É Deus que, pelo Espírito Santo, capacita e age através do líder que Ele colocou à frente da sua Igreja, cujos objetivos espirituais só podem ser alcançados por pessoas espirituais que usam métodos espirituais.
O Líder natural só usa métodos naturais. Ele confia em si mesmo e não em Deus. Para alcançar o seu objetivo e chegar à liderança, usa de arquétipos próprios e até ilícitos, pois, é ambicioso, petulante, soberbo, egoísta, sempre buscando recompensa, reconhecimento e sucesso pessoal. Preocupa-se mais consigo mesmo do que com as pessoas.
O líder espiritual tem plena confiança em Deus a quem conhece e a quem se submete para fazer a sua vontade. Para alcançar o seu objetivo na liderança da igreja, espera no Senhor a direção e a orientação segura para que possa com humildade reconhecer a vontade de Deus e guiar os seus liderados na direção indicada. A sua recompensa é saber que agradou a seu Senhor, e que os frutos colhidos são para honra e glória do nome de Deus.
O Pastor como líder deve Ter consciência do quanto tem de liderança natural e quanto de liderança espiritual. Para ser um líder espiritual precisa, necessariamente, Ter as seguintes características:

a) VOCAÇÃO – se não for vocacionado por Deus, nunca será um bom líder e para se manter em tal posição causará muitos sofrimentos e dissabores às suas ovelhas e familiares. O Líder vocacionado, conscientemente estará à disposição do Senhor e trabalhará sob a direção do Espírito Santo, deixando que todas as coisa se sucedam naturalmente na sua vida para chegar à liderança conduzido pela mão de Deus.

b) PREPARO – O líder não pode ser neófito. Para ser um líder segundo o coração de Deus é necessário ter um bom preparo espiritual, bíblico, teológico e intelectual. Deus ajuda, mas não a preguiçosos. O líder não pode ter preguiça de ler e de se instruir. Paulo aconselhou a Timóteo “a ser diante de Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar, e que manja bem a palavra da verdade” (2 Tm. 2: 14)

c) MATURIDADE CRISTÃ – Maduro é o líder que sabe que precisa continuar perseguindo o ideal da estatura do varão perfeito e de continuar prosseguindo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação;

d) DISCIPLINA PRÓPRIA – exercer bem a mordomia do tempo e dos bens, do corpo;

e) VISÃO – Todo grande tem duas coisas: primeiro, ele sabe onde deve ir; segundo, ele consegue persuadir outros a segui-lo. O líder tem que prever os resultados e se antecipar aos seus liderados. Precisa ver mais à frente. A sua visão deve alimentar esperanças positivas. Há quatro tipos de pessoas:

1º Tipo - As Que Nunca Conseguem Ver Nada;

2º Tipo – As que nunca conseguem fazer nada. Estes dois tipos nunca serão líderes.
3º - Tipo – As pessoas que conseguem ver e fazer
4º - Tipo – as que conseguem ver, fazer e persuadir outras a ver e fazer. Este é um verdadeiro líder
O mais importante é a edificação das pessoas e da Igreja, pois elas são mais importantes que o templo.

f) OTIMISTA - O pessimista só consegue ver dificuldades nas oportunidades, enquanto o otimista vê oportunidades nas dificuldades. Neemias é um bom exemplo desta verdade. O líder tem que ser otimista e positivo. Josué é um exemplo bíblico desse tipo de líder ( Números 13: 25 – 33). Ele e Calebe viram as oportunidades nas dificuldades por causa da dependência de Deus. O foco está em Deus e não no líder. Josué já era líder antes de suceder Moisés. Ele sabia que a condição para obter sucesso são as bênçãos de Deus.
O Líder precisa Ter a visão que Deus dá, pois deseja que possamos ser o que Ele quer que sejamos. Somente as pessoas de fé vêm o que as outras não vêm. Os incrédulos e pessimistas nunca vão adiante por que estão sempre vendo as dificuldades nas oportunidades e valorizando mais os problemas do que a obra que têm para realizar. Dificuldades existem para serem superadas, os problemas existem para serem resolvidos e as aflições são dadas para serem suportadas.
Neemias é outro grande exemplo de um líder de Visão. Ele tinha o senso de responsabilidade de:
- ... reconstruir Jerusalém;
- ... do pecado do seu povo;
- ... da necessidade de arrependimento do povo;
- ... da necessidade do seu povo ser perdoado;
- ... da necessidade de receberem as bênçãos de Deus a Abraão;
- ... do povo desfrutar mais do amor de Deus;
- ... do povo de confiar e depender mais do poder de Deus;

Um líder de visão não teme a falta das coisas. Ele conhece o acesso para consegui-las. Mas ele precisa saber comunicar a sua visão de tal forma que ela seja compreendida pelas pessoas. É muitíssimo importante que as pessoas entendam a visão do líder. Todos precisam olhar na mesma direção. Quando não se tem uma visão clara e ela é bem comunicada, todos olharão na mesma direção.
É preciso definir bem a direção para não se perder o rumo da visão.
g) SENSIBILIDADE – como líder precisa conhecer bem o estado das suas ovelhas para saber as suas reais necessidades. Segundo o apóstolo Pedro, o líder não deve ser um dominador sobre os que lhe foram confiados, mas dever ser exemplo para o seu rebanho ( 1 Pd. 1: 3).
h) DESPRENDIMENTO – O verdadeiro líder espiritual é desapegado das coisas efêmeras como bens materiais, posição social, recompensas e sucesso pessoal. Também deve estar desapegado do orgulho, da vaidade, da presunção, da soberba e da arrogância. Deve ser o primeiro exemplo de renúncia própria, para depender mais de deus e não de si mesmo ou das coisas materiais. O conselho do apóstolo Pedro deve ser conhecido e praticado: “Apascentai o rebanho de Deus, ..., não por força, mas espontaneamente ...; nem por torpe ganância, mas de boa vontade; (1 Pd. 1: 2);

i) CRIATIVIDADE – Muitas são as situações que exigem do líder perspicácia, bom senso e determinação quanto ao que fazer. Também há situações em que deve sugerir ações, atitudes e atividades aos seus liderados. Terá que ser criativo para evitar repetições desnecessárias, rotinas enfadonhas e estimular os sues a segui-lo;

j) HABILIDADE E MOTIVAÇÃO – Liderança é a capacidade de reunir homens e mulheres com a finalidade de alcançar objetivos comuns. Para tanto mo líder precisa Ter um caráter que inspira confiança, para ser capaz de motivar outros a fazerem o que eles não querem fazer, e ainda fazerem com que eles passem a gostar de fazer (Henry Truman);

k) DECISIVO E CORAJOSO - Para tomar uma decisão é preciso ter coragem. Mesmo se não souber bem a direção ele não pode mostrar fraqueza e nem demorar a tomar uma decisão. Ele precisa ser fiel aos seus princípios e não aos resultados. Deve procurar sempre a vontade de Deus. Paulo escreveu a Timóteo (2 Tm. 1: 7): “Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio’. Não devemos temer as pessoas, mas somente temer a Deus. Quando há medo não há direção. Josué não teve medo dos gigantes de Jericó e nos deixou uma história de coragem e fé; Ester não deixou prevalecer a sua condição de vaso mais fraco, e para salvar o seu povo declarou: “se eu tiver de morrer morrerei” (Ester 4:16);

l) HUMILDADE NO SERVIÇO – Em Jesus temos o nosso exemplo maior que, “esvaziou-se a si mesmo e tomou a forma de servo, sendo obediente até a morte e morte de cruz”; “Pois nem mesmo o filho homem veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida por amor de muitos”. As ansiedades e necessidades, obedeçamos ao conselho do apóstolo Pedro; “Lançando sobre todas a vossa ansiedade, por que ele tem cuidado de vós, e “Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte”;

m) INTEGRIDADE E SINCERIDADE – Maxwel afirmou que integridade não é tanto o que nós fazemos, mas o que nós somos. O que nós somos é o que determina o que nós fazemos. Jesus mesmo afirmou que “pelo fruto se conhece a árvore”, “ que o homem bom do seu bom tesouro tira coisas boas, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más”, (Mt. 12: 33c e 35).

n) SABEDORIA – Conhecimento vem do estudo, mas a sabedoria vem do Espírito Santo;

o) VIDA CHEIA DO ESPÍRITO SANTO – Sem espiritualidade é impossível tornar-se um líder espiritual. Nossa norma é o Espírito de Deus.
- Atos 20: 28 – “Cuidem de vocês mesmos e de todo rebanho o qual o Espírito Santo os colocou como bispos, para pastorearem a igreja de Deus, que Ele comprou com o seu próprio sangue”.
- Vida cheia do espírito Santo é dar a vida inteira nas mãos de Deus.

p) VIDA DE ORAÇÃO – O nosso modelo é Jesus. Oração é sacrifício. Só é possível mover as pessoas, através de Deus, somente pela oração.
- “Prauer moves the arm that moves the world to bring deliverance down”
- A oração move o braço que move o mundo, trazendo salvação”.

V - A NECESSIDADE DE TESTES

Segundo a Bíblia, todos os líderes que Deus usou, foram submetidos a testes. Abraão passou pelo teste da confiança absoluta em Deus; José passou por diversos testes até tornar-se o grande líder ao lado de Faraó no Egito; Moisés passou pelo teste de viver quarenta anos no deserto; Jesus passou por três testes antes de iniciar o seu ministério. Todos os testes vêm de Deus.

Jesus foi conduzido pelo Espírito Santo, que veio sobre Ele no momento do seu batismo, para passar pelos testes de enfrentar Satanás, segundo Mt. 4: 1;
- Jesus foi tentado a usar o poder e autoridade divina a seu próprio, mas eles os usou para vencer Satanás, e não para alcançar propósitos pessoais. Nós também somos tentados a usar os nossos dons a nosso favor e não a favor da obra de Deus;
Jesus foi tentado a buscar a própria glória. É a tentação de substituir a adoração devida a deus para a adoração que nos traga benefícios;

Todo grande líder espiritual está constantemente sendo tentado, por que se ele ceder o efeito será desastroso.


III –ESTILOS BÍBLICOS DE LIDERANÇA

1º - Estilos de liderança baseados nas Escrituras Sagradas.
1º - Estilo de Liderança de Cristo;
2º - Estilos de Liderança dos Apóstolos;
3º - Estilo de Liderança dos Profetas;
4º - Estilo de Liderança do Evangelista;
5º - Estilo de Liderança do Pastor;
6º - Estilo de Liderança do Professor;

“MANDATO DE ADÃO E EVA (Gn. 1:27-28) – O ministério que lhes foi confiado por Deus logo após serem criados. Deus tem nos dado, desde a criação, grandes responsabilidades aqui na terra. Tudo o que fazemos está dentro da nossa responsabilidade. Isso nos faz pensar na necessidade de dar contas da nossa administração. Assim como Adão e Eva teriam, segundo a promessa de Deus, a responsabilidade de serem abençoados, férteis para se multiplicarem em número e encher a terra, subjugando e dominando a terra, também precisamos ser obedientes a Deus para desenvolver o ministério que Ele nos confiou. Porque Ele não apenas confiou, mas nos capacitou para que, no seu poder, também, pela pregação de Evangelho, subjuguemos e dominemos a terra. Somos abençoados para fazer a sua obra, e para faze-la diligentemente.
Estas responsabilidades e bênçãos levam-nos a observar nos ministério de Moisés, Arão, Jetro; Jesus com os seus discípulos e os apóstolos após a sua ascensão.
O estilo bíblico de liderança pastoral inclui todos estes estilos e modelos que são, segundo podemos observar, formas do cuidado divino para conosco, ovelhas do seu rebanho.
Pastor é o que tem a responsabilidade de cuidar, guardar, alimentar e proteger as ovelhas do rebanho do Senhor. Deve possuir os equipamentos pastorais para cuidar do rebanho sob os seus cuidados, por isso é chamado e ungido por Deus.
Pastor é um dom dado pelo Espírito Santo para uma ação eficaz no contexto da Igreja como um líder escolhido por Deus, que o chamou, o vocacionou e o equipou para este mister.
O professor é aquele que recebeu esse dom supernatural de Deus para apresentar a Palavra de Deus de modo que ensine com autoridade espiritual e exatidão rara, visando promover a saúde e a maturidade espiritual do corpo.
Dentro deste estilo de liderança, podemos considerar:

a. A necessidade de compartilhar a liderança, por causa da força dos seus objetivos e para melhor resolver problemas.
b. Leis necessárias como metas na liderança:

1ª Lei: DOS SONHOS – é preciso motivação e força para alcançar os objetivos;

2ª Lei – DAS RECOMPENSAS – grandes líderes sabem recompensar, tanto os trabalhos simples como os complexos;

3ª Lei – DA CREDIBILIDADE – é preciso saber para mostrar o caminho; ser responsável;

4ª Lei – DA COMUNICAÇÃO – um líder deve ter habilidades para se comunicar, tais como: criatividade, visão, direção, propriedade e atitude;

5ª Lei – DAS RESPONSABILIDADES – os líderes e seus seguidores devem ser responsáveis por alguém. A responsabilidade serve como ferramenta para que o líder possa saber se os seus liderados estão funcionando;

6ª Lei – DA MOTIVAÇÃO – A motivação ajuda a equipe a superar as mediocridades; a vencer os obstáculos insuperáveis; a usar recursos limitados e a sair de situações difíceis;

7ª Lei – PARA RESOLVER PROBLEMAS – é preciso identificar a causa, ou causas, dos problemas, considerando que mudanças, diferenças e situações adversas são fatores causadores de problemas;

8ª Lei – DE TOMAR DECISÃO – há cinco passos importantes para uma tomada de decisão: encarar o problema; definir o problema; colher todas as informações possíveis sobre o problema; escolher uma solução; tomar a decisão;


IV - LIDERANÇA E ADMINISTRAÇÃO DO TEMPO
a) A administração do tempo é uma das mais difíceis habilidades para um líder, e um dos mais cruciais problemas para um ministro;

b) A chave do sucesso é encontrar o que Deus quer que você faça. Para tanto é necessário colocar em prática a instrução do Apóstolo Paulo aos Efésios (5:15-17);

c) O Melhor modelo de administração do tempo é o de Jesus. Todos os bons líderes sabem como utilizar o tempo para a devocional. Primeiro ore, depois faça;

d) Recomenda-se fazer uma tabela de utilização do tempo, prevendo, desde a hora de levantar até à de recolher-se para dormir;

e) Uma atitude recomendada é a de identificar e eliminar os desperdícios de tempo. Isto ajuda a aumentar o tempo para realizar outras atividades.

f) Para melhor se utilizar o tempo, faz-se necessário estabelecer prioridades, isto requer um planejamento de utilização do tempo. Sendo ministro, esse planejamento deve considerar as necessidades espirituais, pois é necessário discernir a vontade de Deus;

g) Seja Proativo, não Reativo; Planeje olhando o futuro;

h) Consolide os blocos de tempo, considerando a hora de começar e de encerrar;

i) Faça primeiro as primeiras coisas, depois, uma de cada vez, mas faça corretamente;

j) O segredo da efetividade é a concentração;

k) No planejamento de utilização do tempo durante uma semana considere as prioridades e compromissos pessoais, familiares, eclesiásticos e seculares;

l) Há necessidade de rever semanalmente as suas metas e planejamentos;

m) Procure manter a sua agenda sempre atualizada e, se possível, tenha mais de uma agenda;

n) Divulgue a sua agenda para os seus liderados e familiares. Eles precisam, não apenas saber, mas respeitar os seus horários e compromissos;

o) Procure fazer um registro de todas as suas atividades, inclusive as suas conversações importantes, pois, o que você diz é importante para as pessoas, assim como deve ser importante para você o que as pessoas lhe dizem. As pessoas esperam que você se lembre, não apenas do que lhes disse, mas, também, o que elas lhe disseram;

p) Sendo ministro é útil fazer um programa de pregações, discursos, palestras, estudos e reuniões administrativas;


V - LIDERANÇA E CRESCIMENTO DA IGREJA

5. Movimento de Crescimento da Igreja:
· Por que as Igrejas crescem em determinadas situações e em outras não?
· Que lições podem ser aprendidas nas Escrituras e que experiências contemporâneas podem ajudar uma Igreja a crescer?

5.2 Distintivos de Crescimento da Igreja. São citados doze distintivos extraídos de Church Growth : Straegies That Work, de Donald McGavram e Geogeorge G. Hunter III, Nashiville: Abington, 1980, pp. 25-26. Sintetizando o que foi apresentado, podemos dizer que o principal distintivo de crescimento da igreja é a evangelização, que deve ter como objetivo o fazer discípulos biblicamente enraizados e incorporados dentro do corpo de Cristo. Discipular é fazer seguidores de Jesus, não par auto-engrandecimento, mas com propósito de fidelidade a Deus;

5.3 Dez princípios de Crescimento da Igreja

1º) Fé e oração; 2º) Liderança Pastoral efetiva; 3º) Ministério de filosofia culturalmente relevante; 4º) Culto celebrativo e refletivo; 5º) Expandir a rede de trabalho de grupos familiares: 6º) Evangelismo santo e integração efetiva; 7º) Motivar os crentes de acordo com os dons espirituais; 8º) Formação de liderança dentro da Igreja; 9º) Programação apropriada e produtiva; 10º) Plantar Igrejas reprodutivas;

5, 4 Modelo Sistemático de Igreja –

a) O organismo adaptado (Dr. Carl George) –
· Focus – Desenvolver discípulos já existentes e fazer discípulos dentro de um contexto específico;
· Facilidade funcional: criar uma atmosfera onde as pessoas se sintam confortáveis;
· Organização – um organismo vivo adaptado dentro de um ambiente estabelecido para executar o seu propósito;
· Liderança – clarificar propósitos; executar funções; interpretar mudanças no mundo externo;
· Processo de tomar decisão – estabelecer metas definidas e unificadas;
· Comunicação e controle – As linhas de comunicação horizontal são melhores do que as verticais. As boas idéias vêm de todos os níveis de uma organização:

b) Ministro tradicional – O Pastor veste três tipos de chapéus: O de pregador; o de Pastor; e o de Líder/Administrador;

c) Equipando pessoas para os ministérios (Ef. 4:11-16):
· Equipe de Ministério: potencial de crescimento da igreja depende da atuação do pastor e da cooperação da congregação;

d) Sete Chaves para a liderança pastoral efetiva:
1ª) Estabelecer Metas sem cultua-las, pois elas não são o fim em si mesmas, porém, sem metas uma Igreja pode frustrar-se;
2ª) Mudar o foco de atenção do interior para o exterior;
3ª) Visualizar o futuro e capacitar os membros da sua Igreja a compreender essa visão;
4ª) Estabelecer prioridades para o ministério firmando valores importantes e preparando pessoas para novas lideranças;
5ª) Mobilizar os membros da Igreja, recrutando e equipando-os;
6ª) Estabelecer um programa de treinamento para os membros da Igreja;
7ª) Estabelecer um ciclo de tomada de decisão;


VI - LIDERANÇA E CONFLITOS ADMINISTRATIVOS:

Um dos papéis mais importantes do líder é o de dirigir pessoas em situações de conflito, isto ocorre porque durante uma discussão a adrenalina sobe, os dos participantes podem se tornar aborrecíveis e defensivos, manter a contenda para na tentativa de fazer prevalecer um ponto de vista particular prevalecendo sobre os demais, ou ainda ser vencido sentindo-se derrotado e ficar zangado por ter o orgulho ferido, despertando um complexo de inferioridade e rejeição, perdendo, por causa disso, a motivação para participar;

O Conflito pode ser aproveitado positivamente para manter os participantes ativos, motivados e criativos. Administrar um conflito permite ao líder conhecer melhor os seus liderados, ao mesmo tempo em que poderá prevenir-se com vista à erupção de outros conflitos. Pode o líder numa situação como esta levar o grupo para um lugar aberto e dividi-lo em grupos. Quando o conflito é bem administrado impede-se o “resolver o problema à minha maneira”, pois a cooperação da equipe será muito importante e proveitosa;

6.1. Determinar o Tipo de Conflito Individual ou de Grupo:

a. Intropessoal – É o conflito dentro da própria pessoa. Isto requer muita paciência do líder. Neste caso ele pode tomar uma atitude; não tomar logo uma atitude; e esperar o momento par agir;

b. Interpessoal – É o conflito entre indivíduos, o mais comum em um grupo;

c. Individual no grupo – Geralmente baseado em políticas e regras. As políticas, tanto quanto as regras podem ser mudadas. O recomendado é esperar passar a crise;

d. Intergrupos – Muito comum nas Igrejas por causa dos grupos familiares, étnicos e de interesses. Geralmente são os mais complexos e mais difíceis de serem resolvidos.

6.2 Determinar o Tipo de Conflito de recursos ou de comunicação:

a. Comunicação defeituosa - É a fonte mais comum de todos os tipos de conflitos;

b. Metas Diferentes – As pessoas têm metas e motivações diferentes;

c. Lutas para Controlar a Utilização de Recursos – Geralmente as Igrejas têm recursos limitados, isto pode provocar a disputa pelo último real;

d. Ameaças ao Status de Uma Pessoa – quando se sente segura por exercer alguma influência junto á liderança da Igreja, ou possuir algum Status no contexto da Igreja, poderá gerar um foco de conflito se esta posição for ameaçada ou mesmo se perder tal posição;

6.3 Métodos Gerais para Conflitos Administrativos:

a. Desinteresse - torna o conflito básico insolúvel, pois não se apressa a agir deixando-o sem solução;

b. Postergação – Empurrar o conflito para frente. Ficar distante do problema pode agrava-lo ainda mais. É bom manter a calma e ser prudente, porém, postergar uma tomada de decisão pode ser crucial;

c. Intervenção – Quando o problema for entre dois grupos, uma pessoa, ou um terceiro grupo imparcial, pode intervir como mediador para ajudar a encontrar uma solução. Este mediador pode ponderar as causas e razões sem se comprometer com objetivos e propostas de nenhum dos dois lados;

d. Compromisso – Criar uma alternativa que não fica presa a uma ou outra situação;

e. Método ganha-perde – Isto gera uma disputa que obrigatoriamente produzira um perdedor. Como ninguém gosta de perder, um lado ficará insatisfeito, mantendo, ainda que camuflada. a crise que não teve um final feliz para um dos lados. Às vezes isto é inevitável, mas não é recomendável;

f. Método Ganha-Ganha – Talvez seja esta a melhor alternativa, porque beneficiar e satisfaz os dois lados;
6.4 Administrando Conflitos Criativamente:
a) Analisar os seus conflitos;
b) Determinar o tipo de conflito;
c) Definir os acontecimentos ou dificuldades envolvidas, isto ajuda a terminar a origem da crise;
d) Arrolar os conflitos descrevendo-os, destacando as prioridades e anotando as soluções possíveis;
e) Analisar a intensidade do conflito, verificando se são sérios, amenos, ou críticos necessitando imediata solução ;
f) Analisar o relativo equilíbrio de poder – quanto mais poder você delega às pessoas, mais poder retorna para você;
g) Analisar a importância dos acontecimentos e resultados entre grupos para comunicar abertamente sobre as causas, sentimentos e acontecimentos;
6.5. Aproximação para negociação aberta:

a) Protege a si mesmo – Ajuda a manter o próprio emocional controlado, permanecendo controlado, evitando os descontroles e as inseguranças. O mais importante neste processo é a não defensividade. Quando mais perto dos conflitos mais fácil conhecer os elementos discordantes;

b) Aliviar as emoções negativas, tanto as suas quanto dos outros envolvidos, evitando censuras, usando palavras que levam à concordância, ou simplesmente ouvir em silêncio;

c) Usar a discussão para resolver o problema, reconhecendo que não há solução perfeita, porém, não pode deixar de apresentar uma solução, 90% do aconselhamento é ouvir. Como um negociador hábil deverá conduzir as pessoas a uma solução que satisfaça a ambos os lados.

6.6. Solução:

a) Generalizar possíveis soluções alternativas, escolhendo a mais adequada em que ambos os lados sairiam ganhadores, levando-as a concordarem verbalmente;

b) Chave para obter sucesso na administração de conflitos – Procurar a solução mais próxima para ambas às partes;

6.7. Técnicas:

a) Levantar questões como: o que e como, no lugar de por que. Deve-se buscar informações precisas, para não se prender a generalidades;

b) Procurar perceber as opiniões dos outros: como diferentes e não como negativas, buscando sempre os aspectos positivos. Muitos conflitos podem ser evitados se outras idéias puderem se analisadas. Deve-se procurar identificar os UFO’s (Uma Futura Opinião), e também os IFO’s (Identificar Futuras Opiniões), para saber quais indicam a melhor ou a pior solução;

c) Mostrar o resultado aos envolvidos: para que vejam qual a melhor e a pior solução;

d) Confortar o perdedor: quando o ganha/ganha não for possível;

e) Quando o caminho para a solução é encontrado: há necessidade de que as partes concordantes escrevam e assinem, assentindo com a solução para se evitar novos conflitos, pois esta atitude dá ao líder mais clareza e material para posteriormente ir atrás de novas soluções;

6.8 Paradigmas para resolver os problema:

1º - Classificando e definindo o problema;
2º - Desenvolvendo critério para uma solução bem sucedida;
3º - Escolhendo uma alternativa particular;
4º - Implementando a decisão;
5º - Monitorando a decisão para receber o retorno;

VII - A LIDERANÇA E O PROPÓSITO DA IGREJA:

6.1. Políticas Administrativas

a) O Processo de tomar decisão na Igreja local é guiado pela política. Quem tem a responsabilidade? diácono, Assembléia e pastor?
Entendi que o professor usa a palavra política no lugar de eclesiológico, pois a forma de governo da Igreja local é segundo a sua estrutura eclesiástica. Por isso usarei sempre a palavra política contextualizada para evitar segundas interpretações.

b) Muitas Igrejas Admitem uma das seguintes características de governo. A participação de mais pessoas na liderança. Lideranças rígidas fazem com que mudanças necessárias sejam mais lentas. As lideranças não devem ser restritas. Devem dar oportunidades a outras pessoas em circunstâncias especiais;

6.2. Desenvolvimento de Uma filosofia Ministerial: Questões para perguntas:

a) A História da Igreja: Como a Igreja se originou? Quem a organizou como Igreja? Uma denominação através de uma Igreja mãe, uma missão, uma família? Ela é fruto de uma fusão? Em que ano ela começou a funcionar? Qual o tamanho do grupo que a iniciou?

b) Os princípios doutrinários da Igreja: Desde a sua fundação a Igreja mudou a sua convicção doutrinária?

c) Visão Original da Igreja: Qual era a visão original da Igreja na época em que foi organizada? É a mesma ou mudou nos últimos tempos? Se mudou, por que, que fatores influenciaram a mudança?

d) Com relação aos membros da Igreja: Tem crescido, está estático ou decrescido? Ela pode ser demonstrada num gráfico? Onde a Igreja tem sido superada nos últimos anos;

e) Propósitos para o Ministério:
1º - O que lembrará o seu ministério daqui a cem anos?
2º - Do que as pessoas envolvidas se lembrarão?
3º - O Templo e demais dependências da Igreja ajudam ou atrapalham o seu ministério?
4º - Há uma filosofia bíblica para a existência do seu ministério?
5º - Sob que plataforma a sua visão, segundo as Escrituras, torna a sua Igreja distinta?
7.3 Esclarecer a Filosofia de Ministério:

a) Quais a três palavras que melhor descrevem a sua Igreja?
b) Quais a três palavras que melhor descrevem o início do seu ministério?
c) Quais programas deram melhor resultado no seu ministério?
d) Como você mede o seu sucesso? (você está alcançando as metas?)


VIII - O LÍDER E A ADORAÇÃO:

8.1 A Função do Líder na Adoração:

a) Uma das mais emocionantes funções de uma líder é a liderança da adoração;

b) Um Líder se levanta ou cai através das atividades do domingo, porque é a janela através da qual as maioria das pessoas vêm você. Você deve estar envolvido na adoração.

8.2 Três razões pelas quais as pessoas atendem à Igreja:

a. Ritual e Participação – senso de refrigério e cumprimento de obrigação;
b. Louvor pessoal – Desejo de satisfação e de agradar a Deus;

c. Adoração e oração – Para se sentirem fortalecidos

As Igrejas precisam dos três itens acima.

8..3 Definição De Adoração:

c) Segundo João 4:23, a adoração deve ser um estilo de vida, e não apenas atividades dominicais. Deve ser em espírito e em verdade.

d) Segundo Judson Cornwal, “o espírito de uma pessoa responde afetuosamente a uma percepção sutil de Deus;

e) Como motivação final, a alma de uma pessoa deve ter fome e sede de Seus (Sl. 42: 1-3);

8.4. Descrição da Adoração

a) A Adoração é resultado da criação. Deus criou o homem para o louvor da sua glória;

b) Aprendemos e ensinamos alguém a adorar;

c) Só é adoração quando Deus realmente se faz presente;

d) A adoração é uma atitude do coração, por isso deve ser um ato natural e voluntário do homem, por isso é uma atitude interior e não uma mera forma exterior representativa e passageira. O menos importante na adoração é a exteriorização dela;

e) A adoração não é louvor:
· Louvor é expressão de gratidão, pois louvar é engrandecer, exaltar, homenagear criando uma atmosfera de alegria diante da santidade de Deus. E deve ser feito com ordem e decência.
· Adoração – Adorar é oferecer sacrifício (Rm. 12:1, 1 Pe. 2:5; Hb. 13:15). A adoração cristã verdadeira envolve o sacrifício de louvor que é o fruto dos lábios que confessam que Jesus Cristo é Senhor para glória do Deus Pai.
Só adoramos quando nos apresentamos diante da santidade de Deus trazendo o nosso sacrifício espiritual em inteira certeza de fé, sabendo que O adoramos em espírito em verdade.

f) Adoração é a expressão do nosso amor ao amor de Deus, provado na morte de Cristo em nosso lugar.
· Não é dançar, curvar-se, levantar as mãos, gritar ou submeter-se a uma histeria coletiva ou individual;
· Nunca conseguiremos expressar realmente a nossa adoração. Não importa a forma de expressão usada, pois nos é muito difícil expressar a paixão interior quando nos aproximamos de fato de Deus.

g) Adoração não é música – A adoração não pode mecânica ou inanimada. Por isso instrumentos musicais não são instrumentos de adoração e a música em si não é adoração. Entretanto pode ser usada para expressar o amor na adoração
· Os ritmos de uma música não determinam o valor da adoração, porque habilidades musicais não são habilidades de adoração.
· A música no culto pode cooperar para criar um clima de adoração; unir os adoradores, criar um vocabulário ou significado para adoração, mas não é adoração;

h) Sentimentos emocionais profundos não se libertam para se apressar através das palavras, mas podem ser melhor expressados através da música;

i) A verdadeira adoração é Cristocêntrica: Cristo deve sempre ser o alvo da nossa adoração. Nós adoramos o Rei e não o seu reino. Ele é realmente a causa da nossa adoração, pois o propósito da vinda foi para restaurar nos para um relacionamento de amor com o Pai;

j) Adorar é dar-se – Só adoramos a Deus quando nos damos a Ele integralmente – corpo e alma – isto envolve a razão e a fé. Nós adoramos não para encontrar satisfação pessoal, mas para agradar a Deus e isto fazemos quando conseguimos adora-lo em espírito e em verdade. Deus está sempre interessado na comunhão conosco;

k) Adoração é um relacionamento a dois – Encontramos na Bíblia as palavras noiva e noivo, esposa e esposo, referindo-se a Jesus e á sua Igreja, o que nos leva a deduzir que é na adoração que um expressa ao outro o seu amor. O adorador declara o seu amor como sentimento da alma; o adorado responde concedendo bênçãos pela aprovação, registrando ter recebido a adoração. E é neste contexto e noiva-noivo, esposa-esposo, que a adoração se torna expressão de boa-vontade, submissão e obediência. Quem deve dominar a adoração é Deus e não nós;

l) Adoração deve ser um estilo de Vida – Sim! Um estilo de vida e não uma mera prática religiosa. Adoramos por que somos adoradores. Adoramos em qualquer circunstância, em qualquer dia e hora, e não apenas no Domingo no templo;

m) Adoração é a expressão de reconhecimento da superioridade de Cristo, ao mesmo tempo em que demonstramos a total dependência da sua misericórdia;

n) A adoração deve ter o aroma da oração – Nada substitui a oração na adoração. Durante um culto tudo pode estar tecnicamente perfeito: coral, orquestra, conjuntos, e tudo o que se quiser admitir em um culto, mas se faltar o toque de Deus, não é adoração. Qualquer tentativa de adoração que não tiver as suas raízes na oração, cheirará mais carnalidade do que o sua aroma de Cristo. A oração dá significado e significação a adoração, porque amadurece o relacionamento com Deus;

o) A adoração deve se realçada pela expressão individual – Cada adorador tem o seu método e forma de adorar. Estas diferenças podem emprestar mais brilho, cor e aroma a adoração quando homogeneizadas pela fé;

p) A adoração é eterna – Na Epístola aos Corintios (13:13), encontramos a afirmação que só o amor nos acompanhará na eternidade. Pois, adorar e expressar amor a Deus e isto tem sido feito desde Adão. Então a adoração é antes da Igreja e não acabará com o arrebatamento da Igreja e nem com o Juízo Final. Se quisermos retroceder passando de Adão, concluiremos que a adoração é antes da criação, por isso quando adoramos estamos contextualizados na eternidade de Cristo. Foi por esta razão que Ele nos deu a vida eterna. Nós já a possuímos;
q) A adoração é uma atitude expressada com palavras escolhidas cuidadosamente:
· Honestidade; reverência e devoção requerem palavras adequadas;
· A fonte mais ria de tais palavras é a Bíblia;

r) Adoração é uma celebração:
· O propósito do adorador deve ser alegrar a Deus;
· A adoração genuína é uma expressão de alegria (Sl. 16:11)
· Segundo o Ensino de Jesus, “O Pai procura os verdadeiros adoradores”, e “Os verdadeiros adoradores são os que O adoram em Espírito e em verdade”.


IX - MATERIAL PARA SERMÕES DE ADORAÇÃO

9.1. Acompanhado e compreendido facilmente pela congregação;

9.2. Precisamos lançar mãos de muitos recursos na pregação: Um pouco de humor ou drama, parábolas, histórias, etc. Isto é, precisamos, para tornar o sermão mais dinâmico e comunicativo, usar recursos como as ilustrações. Jesus usou as parábolas.

9.3. Compartilhar desejos e esperanças:

a) O mundo tem sido muito cruel com as pessoas. Estas estão precisando de alento, conforto e esperança. A igreja não tem que acrescentar miséria a miséria. Deve oferecer ajuda, conforto, esperança e dar força em tempos de crise;

b) Lembremos-nos que Evangelho é Boas Novas, Boas Notícias e não más notícias;

c) O coração do Pastor deve estar sempre cheio de graça e vitória. Isso requer muito tempo de oração, meditação e contrição.


X - A LIDERANÇA E OS PROGRAMAS DA IGREJA

10.1 – Programas da Igreja – Qualquer tipo de atividade na Igreja é um programa. Cabe ao líder decidir o que fazer, procurando entender e compreender o mecanismo que está por da ênfase do programa.

a. O Líder precisa entender como os programas funcionam. Ele precisa estar em toda parte para saber o que de fato está sendo feito, pois, pode ser que o que está sendo feito, ele tenha algo melhor para apresentar;

b. Muitas Igrejas são verdadeiros carrosséis de programas e atividades, mas não são suficientemente postos de missões , ajuda e esperança;

c. A Igreja precisa ter programas bem definidos para tentar alcançar as pessoas e ajuda-las;

10.2 – Questões que precisam ser avaliadas sobre programas na Igreja:

a. Um em cada três programas demonstra competência respeitando a sua extensa comunidade?

b. Que graus de variedade e qualidade a sua Igreja exibe?
Lembre-se:
· Nas pequenas Igrejas há muitos espaços para erros;
· Nas grandes Igrejas há pouco espaço para erros.

c. Segundo o tamanho da congregação, o programa da Igreja dá oportunidade aos leigos? Pelo menos 60% dos membros da Igreja deve ser mobilizado objetivando o seu crescimento, e 30% deve ser mobilizado em atividades externas, como evangelismo e ação social;

d. Os três maiores programas da Igreja estão alcançando as metas propostas?

e. Há relacionamento e aproximação entre estes programas, o ministério e a visão bíblica para a Igreja Local?

10.3 – Tipos de Programas: Devemos estar atentos para contextualizar a palavra programa dentro da realidade evangélica brasileira. A relação abaixo requer uma melhor análise, pois programa do culto é uma coisa diferente de programa de ação da Igreja. Podemos afirmar que nem tudo na Igreja é programa. Podemos ter um programa de oração, mas oração não é um programa; podemos ter o programa de um culto específico, como um culto cívico, porém o culto em si não é um programa. Como já vimos anteriormente, é adoração e louvor. Podemos ter um programa de adoração e louvor, mas a adoração e o louvor são elementos de um culto. Ou será que podemos considerar o culto como um programa? O culto em si para que seja realizado com ordem e decência deve ter a sua liturgia, mas a liturgia em si não é o culto. Culto é a expressão contrita de louvor e adoração que o crente presta a Deus sob a direção do Espírito Santo e a mediação de Jesus Cristo.
Os tipos de programas apresentados devem considerar a própria realidade do culto considerando:

a. Serviço de adoração;
b. Processo de assimilação;
c. Programa para alcançar os de fora (sem perder de vista a santidade do ato de cultuar);
d. Programas para missões (como nacionais, estrangeiras, regionais e locais);
e. Programas para jovens;
f. Programas para crianças;
g. Programas para ocasiões especiais (natal, dia das mães, dos pais, da pátria, etc.);
h. Programas para plantação de novas Igrejas;

10.4 – Programas para crianças: esta é uma área chave para trazer pessoas para a comunidade da Igreja, ou para impedi-las de entrar. Todos os pais gostam que seus filhos sejam bem cuidados e distinguidos. Um bom programa para atender crianças na área maternal precisa ter:
· Um funcional sistema de comunicação para que os pais sejam imediatamente contactados quando for necessário, durante o culto;
· Um ambiente bem limpo, arejado e apropriado para a idade;
· Acessível aos pais.
· Objetivo de evangelização;

10.5 – Programas para atender os pobre e os não privilegiados:
Características de um ministério urbano:
· Pessoas contra edifícios;
· Básico contra pregação flutuante;
· Pessoal contra teológica;
· Heterogêneo contra homogêneo;
· Comunidade cêntrica, contra propriedade cêntrica;

10.6 – Programas para ocasiões especiais – Neste item podem ser relacionados os programas realizados em ocasiões especiais, como Páscoa, Natal, Escola Bíblica de Férias, etc. Entretanto tais programas não devem ser realizados sem propósitos. È preciso considerar alguns fatores como:
· Qual a motivação para realizar o programa?
· Qual o objetivo pAra realizar este programa na Igreja?


XI - LIDERANÇA E ASSIMILAÇÃO:

11.1. O estilo de Five-Fold (Quíntuplo) Ministério e Programas – neste item faz-se mister contextualizar dentro do que biblicamente entendemos como dons e interpretar os cincos destaques do professor à luz de uma dada realidade denominacional. São eles: Apóstolos (entendidos hoje como os missionários transculturais); Profetas; Evangelistas; Pastor e Professor;

11.2. Liderança e Assimilação – Refere-se a habilidade da Igreja para tratar as pessoas dentro da sua vida e da sua função. Uma pessoa não será discípulo de Jesus até que seja envolvida ativamente no processo da rotina diária de uma Igreja. As pessoas precisam ser conscientizadas dos seus dons e coloca-los em atividade para o crescimento da Igreja;

11.3. Função Importante da Assimilação: A Igreja não pode perder pelas portas do fundo os seus visitantes. Se ela perde mais de 10%, está perdendo muito. Deve procurar envolver o visitante num processo de integração visando discipula-lo e torná-lo frutífero. Porém, conta muito como a Igreja trata os seus visitantes. Dentre as pessoas que freqüentam a sua congregação, sempre há os que ali estão pela primeira vez. Dentre os de primeira vez, possível mente está, ou estão, os que se tornarão futuramente membros da Igreja.
Algumas questões precisam ser consideradas como:
· Qual a média de assistência dominical da sua Igreja?
· Qual a média dominical de visitantes pela primeira vez;
· Quantos visitantes primários você tem em sua congregação nos mês passado?
· Você está conservando pelo menos 25% destes?
· Como você associa o que são considerados da casa, por estarem ligados a membros da Igreja e o que você está fazendo pAra garantir que eles se tornem membros? Você tem um programa específico para este objetivo? Você pessoalmente está envolvido?

11.4. Assimilação através da Visitação: Aqui o correto é a aceitação do visitante quando da sua visita à Igreja, seja ele quem for. A questão é: O que a Igreja deve fazer para demonstrar que está assimilando-o? fazer uma ficha onde registram os seus dados mais identificadores? Contempla-lo com um cartão específico para visitantes? Registrar a sua visita em um livro específico? Dispor fichas e cartões onde ele possa registrar as suas necessidades espirituais, como razões para oração; possibilidade de ser visitado, etc.?
A melhor de recepcionar um visitante é na porta do templo, procurando deixá-lo à vontade para escolher onde sentar, ou providenciando um lugar se o templo estiver cheio.

11.5. Maneiras de Contactar os Visitantes: Quando a Igreja possui um eficiente serviço de recepção de visitantes ou adota alguns dos procedimentos acima questionados, os dados em arquivo podem ajudar a contactar os visitantes através de uma das seguintes maneiras: Um telefonema de agradecimento pela visita; uma mensagem telefônica dedicada especificamente ao visitante; uma carta pessoal do pastor agradecendo a visita; envio de convites específicos para ocasiões especiais, etc.;.
Quando o visitante não é mais primário, mas já tem freqüentado a igreja com mais assiduidade e já está sendo envolvido pela Igreja, pode ser convidado a participar de algum estudo específico;

11.6. Princípios para Visitação: Um programa de visitação precisa ser realizado com critérios. Naturalmente o Pastor deve liderar este programa e até treinar leigos para que não fique sobrecarregado, pois, nem todos sabem fazer visitas, inclusive alguns pastores. Já aconteceu caso de visitantes não mais voltarem à Igreja depois de terem sido visitados por um leigo. Essa incidência tem ocorrido entre 70 e 80% dos casos;

11.7. Papel do Pastor na Visitação: Não é preciso dizer que é muito importante, porém poucos pastores dão muito pouca importância à sua responsabilidade de visitação. Alguns porque nem sabem o porque da visitação; outros por comodismo. E até os que não demonstram interesse por esta faceta do seu ministério.
A Importância da visitação pastoral deve ser definida pelos seus objetivos nas seguintes situações:
· Visita a Líderes da Igreja – Se não for por causa de enfermidades, acidentes ou festas, deve ser para manter a liderança da Igreja unida em torno da pessoa do Pastor, ao mesmo tempo em que poderá compartilhar objetivos futuros e leva-los a compreender com mais exatidão a sua visão do ministério da Igreja;
· Nas visitas aos membros em geral, levar uma palavra de ânimo, fazer um feedback do seu ministério, aconselhar e integrar ainda mais, se for um novo crente, à realidade da Igreja;
· Se ainda não é membro da Igreja, estreitar os laços de relacionamento, e ao mesmo tempo em que poderá avaliar a eficiência da Igreja no processo de integração de novos decididos;

11.8. O Propósito da Visitação aos Visitantes: O mais importante é poder ambientá-lo à igreja criando um elo de comunicação mais direta com ele. Se quisermos ajudá-los a se integrarem na comunhão da Igreja, precisamos ir para o lugar em que estão. Precisamos levar a Igreja até onde estão, e não apenas esperar que venham onde a Igreja está. A visita a um visitante não deve durar mais que 20 minutos;

11.9. Elementos da visitação bem sucedida: Alguns elementos são fundamentais, tais como: ter informações completas sobre a pessoa, ou família a ser visitada; fazer uma preparação antecipada como orar, procurar conhecer o local onde será feita a visita, como rua número, prédio, se é condomínio, qual o melhor caminho; quem irá acompanhá-lo na visita. Após a visita fazer um relatório sobre as suas impressões; que resposta obteve; se já estão prontos para serem evangelizados; se foram receptivos ou não, etc.;

11.10. Sugestões para visitação efetiva: Alguns cuidados são muito importantes, tais como:
· Não discutir sobre religião e doutrinas;
· É recomendável pedir permissão para ler a Bíblia e orar;
· Posicionar-se em posição favorável á comunicação;
· Mostrar habilidade na conversação;
· Apresentar-se bem vestido (em caso de mulheres evitar roupas escandalosas ou que podem denotar um mau testemunho);
· Mostrar-se feliz porque estão visitando a Igreja;
· Procurar mostrar interessado na sua vida social, profissional e espiritual;
· Ser breve e se for oferecido algum lanche, ou cafezinho, ser comedido, por mais fartura ou gostoso que possa estar.


XII - PEQUENOS GRUPOS NO PROCESSO DE ASSIMILAÇÃO:

12.1. Trabalhar com pequenos grupos é a mais efetiva maneira de integrar as pessoas na Igreja. 60% deve estar envolvido com um pequeno grupo;

12..2 Formas de pequenos grupos:

a. Grupos nos lares;
b. Classes na EBD.
c. Diaconia;
d. Música (coral, conjuntos, orquestras, etc.);

12.3. Razões Para se Trabalhar com Grupos Pequenos:

a. Eles são a mais efetiva maneira de as pessoas se sentirem ligadas umas às outras e de terem suas presenças notadas;
b. Em grandes Igrejas há lacunas na comunicação entre os membros. Em pequenos grupos isso pode ser evitado;

c. É mais fácil sentir-se aceito e criar laços de união em um pequeno grupo;

12.4. Questões para Avaliação dos Pequenos Grupos:

a. Nos últimos anos quantos grupos pequenos foram iniciados?

b. Quantos grupos pequenos pretendemos começar nos dois próximos anos?

c. Os pequenos grupos estão cumprindo com os seus objetivos?

12.5. Cada novo membro deve, num espaço de seis meses, ter pelo menos, sete novos amigos na Igreja:
É preciso saber como associa-lo a um pequeno grupo e ter alguém com quem compartilhar. Quando uma pessoa consegue sete novos amigos num espaço de seis meses, a sua permanência na Igreja fica mais garantida. Se uma pessoa não faz amigos na Igreja, seja por que espaço de tempo for, provavelmente ela não permanece. Por certo procurara outro lugar onde possa se sentir aceita e onde possa fazer novos amigos.
Há o que se chama de Unidade Homogênica, isto é, semelhante atrai semelhante. Há pessoas que se identificam mais com uma do que com outraspessoas por causa de fatores como: profissão; interesses pessoais; lugares de origens; preferências esportivas; etc.;

12.6. Para cada 100 membros, deve haver pelo menos 7 pequenos grupos;

a) Como fazer funcionar os pequenos grupos? Atribuindo-lhes funções, responsabilidades, treinar líderes e participantes. Assim, cada membro do grupo saberá qual o seu objetivo, o que e como fazer, e terá mais motivações para participar.

b) Exemplos de Classes da Escola Dominical:

c) Classe de novos membros (è aconselhável um nome mais comunicativo);

d. Classes de estudos especiais (dependerá da sugestão do líder, ou dos participantes);

e. Classes de maturidade cristã (visa ajudar o grupo a melhorar a comunhão através do crescimento no conhecimento da Palavra de Deus);

f. Reuniões de confraternização (para quebrar o gelo e manter a união);

g. Classes para casais (melhorar o relacionamento familiar);

h. Classe de mordomia (conscientizar o crente para ser um melhor mordomo de Cristo);

i. Classe para treinar liderança. Etc.;


XIII - LIDERANÇA E GRUPOS ALVOS

13.1 – Grupo alvo, é o grupo de pessoas na sociedade que a sua Igreja quer alcançar para ajudar com o evangelho, aos idosos, aos menores de rua, aos jovens rebeldes, às prostitutas, aos homossexuais, aos empresários, aos professores e estudantes, etc. Isto não significa quer dizer você vai abandonar o resto do mundo. É preciso diversificar em diversas frentes de ação. Quando você estabelece um foco de atenção encorajará outras pessoas que tenham a mesma disposição para se envolver com a evangelização de grupos específicos. Para alcançar esse objetivo é preciso definir:
· Que grupo é o alvo que, como Igreja, você deseja alcançar?
· Que grupo está bem preparado na Igreja para faze-lo?
· Que estratégia utilizar?
· Listar as atividades da Igreja para alcançar aquele grupo alvo;
· Prevê as dificuldades que o grupo alvo apresentará;
· Fazer o levantamento do número de pessoas do grupo, incluindo a faixa etária e situação sócio-econômica:
· Gastar tempo em oração específica pelo grupo alvo. Se você não colocar o grupo na pontaria da sua oração, provavelmente você não alcançará grupo algum;
13.2. Outras providências:
· Decidir que serviços únicos a Igreja precisará realizar para alcançar aquele grupo alvo;
· Procurar conhecer o grupo alvo para poder conhecer as suas necessidades, dificuldades e principais problemas, para uma auto-avaliação, para orientar-se, procurando conhecer o que você precisa para mudar as suas atitudes e conceitos sobre o grupo alvo;


XIV - DONS ESPIRITUAIS NA LIDERANÇA

14.1 Os dons Bíblicos: Encontramos na Bíblia três relações específicas de dons para a Igreja. Estes dons são para a edificação da Igreja. Para promover o seu crescimento qualitativo e quantitativo. Deus concede os dons para que a Igreja possa alcançar o mundo que jaz no maligno. Esses dons são inerentes na liderança da Igreja. Um líder precisa possuir os Dons conforme a liderança a ser exercida, mas se considerarmos que o salvo tem o Espírito Santo e que este não se esvazia para habitar o crente, então Ele está completo para instrumentalizar o salvo para a obra da liderança, pois a promessa de Jesus na grande comissão é: “Eis que Eu estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos”. Podemos deduzir que o líder está capacitado com todos os dons inerentes para a sua função.

14.2. A classificação dos Dons segundo o DR. Mun: os dons são classificados como funcionais/motivacionais, Dons do Espírito Santo, Dons de propriedades e Talentos de Deus. Nesta classificação, dons e talentos são relacionados no mesmo nível. Porém precisamos considerar que talentos são habilidades naturais para as atividades naturais, enquanto que dons são habilidades divinas impregnadas no salvo para fazer a obra de Deus visando a edificação da Igreja;

14..3. Traços da Personalidade: (extraído do livro de Tim LaHaye sobre temperamentos e características) Cada pessoa tem o seu mix, porém, Deus transformar cada personalidade para adequá-la à realidade espiritual, proporcionando uma vida de santidade que habilidade à concessão de Dom ou dons;

14.4. Desenvolvimento da Liderança Cristã – É preciso definir a sua função na liderança, para saber se você vai funcionar bem ou mal, ou seja, se vai ser eficiente ou não. Para tanto você deve conhecer qual a sua própria realidade espiritual; quais os seus talentos, capacidades e disponibilidade; saber se você é capaz de liderar diante de problemas e dificuldades; se você é corajoso ou não; se você é otimista ou não; se a sua esposa (e filhos quando for o caso), vão lhe apoiar; se você é flexível; se for capaz de aprender novas lições e com os próprios erros e circunstâncias; se você conhece as suas próprias emoções e limites etc.;


Considerações Finais

O que precisamos no meio evangélico é de lideres capazes, bem formados teológica e cientificamente. Uma liderança bem preparada pode mostrar caminhos mais excelentes do que os caminhos do evangelho secularizado. A liderança pastoral não pode ser exercida por neófitos, imediatista, inatistas, hedonistas mais comprometidos com as suas vaidades religiosas e doutrinárias, do que com o Reino de Deus e a Salvação de Almas.

O modelo bíblico de liderança está centrado nos dons. Encontramos na Bíblia três relações específicas de dons para a Igreja. Estes dons são para a edificação da Igreja. Para promover o seu crescimento qualitativo e quantitativo. Deus concede os dons para que a Igreja possa alcançar o mundo que jaz no maligno. Esses dons são inerentes na liderança da Igreja. Um líder precisa possuir os Dons conforme a liderança a ser exercida, mas se considerarmos que o salvo tem o Espírito Santo e que este não se esvazia para habitar o crente, então Ele está completo para instrumentalizar o salvo para a obra da liderança, pois a promessa de Jesus na grande comissão é: “Eis que Eu estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos”. Podemos deduzir que o líder está capacitado com todos os dons inerentes para a sua função.
Cada líder tem os seus próprios traços de personalidade, temperamentos e características. Cada pessoa tem o seu mix, porém, Deus transforma cada personalidade para adequá-la à realidade espiritual de santidade e sabedoria necessárias para o exercício consciente da liderança cristã.
A liderança espiritual precisa ser desenvolvida. É preciso definir a sua função na liderança, para saber se vai funcionar bem ou mal, ou seja, se vai ser eficiente ou não. O líder precisa conhecer qual a sua própria realidade espiritual; quais os seus talentos, capacidades e disponibilidade; saber se está capacitado a liderar diante de problemas e dificuldades; se é corajoso ou não; se é otimista ou não; se a sua esposa (e filhos quando for o caso), vão lhe apoiar; se é flexível; se é capaz de aprender novas lições com os próprios erros e circunstâncias; se é capaz conhecer e controlar as suas próprias emoções, etc.
Um líder espiritual só o será de fato se tiver a vida totalmente nas mãos de Deus, e for humilde o suficiente para creditar ao Mestre e Senhor de sua alma, os resultados positivos da sua liderança.





























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