sábado, 22 de novembro de 2008

O Livro do Profeta Joel

Introdução

No período entre Samuel e Neemias, doze homens do Antigo testamento, além do profeta, tinham este nome: Joel, Javé é Deus. O nome do profeta é mencionado duas vezes na Bíblia (Joel 1:1 e Atos 2:16).
No hebraico o livro divide-se em quatro capítulos. As versões seguem a Vulgata em geral, e dividem o livro em três capítulos.


O Autor

Não se sabe nada do profeta fora da informação apresentada na profecia. As referências geográficas no livro aparentemente indicam que Joel era residente de Judá, e provavelmente Jerusalém.


A Data da Profecia

As datas atribuídas ao livro de Joel variam muito.
Alguns situam-no pouco depois da divisão de Israel em dois reinos: Israel e Judá, ou seja, por volta de 932 a.C. Outros pensam que Joel foi escrito nos tempos de Malaquias, cerca de 400 a.C.
Se a praga de gafanhotos teve como intuito advertir, metaforicamente, sobre as invasões da Assíria e da Babilônia, com os subseqüentes dois cativeiros, então o livro é de origem pré-exílica, talves nos dias de Joás, rei de Judá, que reinou em cerca de 835-832 a.C.

Argumentos em Favor da Data mais Antiga: 835-832 a.C.

1. O estilo e a atitude geral do livro são diferentes dos livros de Ageu, Zacarias e Malaquias, profetas pós-exílicos.
Sua linguagem e estilo pertencem mais ao período da literatura clássica dos hebreus.
2. Joel parece paralelo ao livro de Amós, e este último parece ter feito uso de certas idéias de Joel, como Joel 3:16 (em Amós 1:2) e Joel 3:18 (em Amós 9:13).
3. Os adversários de Israel, no livro de Joel, são os fenícios, os filisteus, os egípcios e os idumeus (3:4), e não os assírios e babilônios, que assediaram Israel e Judá bem mais tarde.
4. A posição de Joel, como o segundo livro da lista dos profetas menores (embora quarto na Septuagin­ta), indica uma data mais antiga do livro.
5. Joel não faz qualquer alusão aos assírios e babilônios, o que parece inconcebível, se ele tivesse vivido quando essas potencias estavam levantando, ameaçadoras. Se o cativeiro assírio e o cativeiro babilônico já tivessem ocorrido, é difícil imaginar por que ele não teceu qualquer comentário sobre os mesmos. E, se certos trechos de Joel, de acordo com alguns, seriam referências a esses cativeiros, então se deve responder que são trechos proféticos prediti­vos e não históricos, tal como Oséias. 6:11 e Miq. 1:16.

Argumento em Favor da Data mais recente: 400 a.C.

1. Joel 3:1 é uma clara referência ao cativeiro babilônico, se partirmos da idéia de que temos ai um informe histórico, e não uma profecia preditiva.
2. A descrição de Joel sobre a adoração religiosa parece refletir um país unido, e não dividido, e isso situaria o livro, quanto ao tempo, após o retorno de Judá do cativeiro babilônico. Não há alusões à adoração idólatra nos lugares altos, etc., o que fez parte importante da história de Judá, antes do cativeiro. Nenhuma menção é feita ao reino do norte, provavelmente porque o mesmo não mais existia. Judá, agora, era Israel, as circunstâncias que prevaleciam após o exílio babilônico, e o retorno de Judá transparecem no fato de que Judá e Israel são nomes usados como sinônimos (2:27; 3:2, 16,20).
3. A expressão de Joel, opróbrio, para que as nações façam escárnio dele (2:17, 19), é uma expressão típica dos tempos pós-exílicos.
4. Os muros referidos em 2:9 talvez sejam as muralhas restauradas por Neemias, em Jerusalém, em 444 a.C.
5. Os gregos são mencionados, mas não como o poder mundial dominante (3:6). Esse predomínio grego só ocorreu após Alexandre, o Grande (336-323 a.C.).
6. Sidom ainda haveria de ser julgada (3:4); mas isso não aconteceu senão quando Artaxerxes III realizou o julgamento, vendendo os sidônios à escravidão, em cerca de 345 a.C.
7. A ênfase escatológica similar aquela dos profetas posteriores, isto é, Ezequiel, Sofonias, Zacarias e Malaquias.


Esboço

A praga de gafanhotos e a seca - 1.1-2.17
Deus promete abençoar novamente a terra - 2.18-27
O dia do Deus Eterno - 2.28-3.21


Divisão da Mensagem

A primeira divisão da profecia (1:1-2:27) descreve a praga e exorta o povo ao arrependimento com a promessa da restauração da prosperidade. O desastre sem procedentes resultou das invasões sucessivas das locustas. O profeta pede que o povo se desperte, chore e lamente (1:5-12) e que os sacerdotes reúnam o povo para o arrependimento nacional (1:13-14). Então o profeta menciona a tese da sua mensagem, o dia do senhor está perto (1:15).
Tocai a trombeta em Sião. O povo deve ser informado de que o dia do senhor já está próximo (2:1-2).
O povo é convidado a converter-se ao Senhor de todo coração; a rasgar o coração, e não as suas vestes (2:12-14).
Então, o Senhor, na sua compaixão, responde ao arrependimento e a oração do povo, e promete remover as locustas, enviar alimentação para o povo, e não entregá-los mais ao opróbrio das nações.
Na segunda divisão da sua mensagem (2:28 – 3:21) o profeta explica o derramamento do Espírito do Senhor; os sinais do dia do Senhor; o livramento dos fiéis de Jerusalém; o julgamento divino das nações, e as bênçãos divinas de Judá. Nos versículos 28 e 29, o Senhor promete derramar do seu Espírito sobre todas as idades e todas as classes do seu povo.
Joel segue o exemplo dos profetas anteriores que, nos períodos escuros da história do seu povo, olhavam com esperança para o futuro. As mesmas circunstâncias históricas das duas partes da mensagem mostram também a unidade do livro.


A interpretação das locustas

A interpretação literal das locustas é certamente a mais simples e a mais livre de dificuldades. As pragas de locustas eram terríveis e devastadoras na Palestina e na Arábia quando não existiam os meios modernos de combatê-las. O retrato da praga das locustas pelo profeta Joel é reconhecido como obra científica no poder da sua descrição tão perfeita. E a comparação da praga das locustas com a opressão cruel das nações aumentou o significado e o valor da mensagem do profeta para o seu povo no período da sua humilhação.


O PROFETA JOEL

Além de sua identificação como filho de Petuel, nada mais se sabe sobre este profeta, nem mesmo sua genealogia.
Diferente da maior parte dos outros homens de Deus, ele não vincula o seu ministério ao governo de nenhum rei; só se faz algum julgamento sobre sua proveniência com base em evidências internas e muito subjetivas. Por­tanto, alguns teólogos consideram Joel como um dos profetas mais antigos; uns dizem que ele viveu antes de 800 a.C., embora outros apontem algumas provas de que surgiu após o exílio na Babilônia.
Felizmente, a data afeta muito pouco os grandes assuntos abordados por Joel.
Joel dirige sua mensagem a Judá, o reino do Sul, conforme registram muitas referências Jl. 1.14; 2.1,15 23,32; 3.1,2, 6,14-17, 19-21). Quando o Senhor se mani­festar "naquele dia", virá como guerreiro e juiz, para derrubar os governos da Terra e estabelecer seu próprio reino. Isto suge­re que o dia do Senhor tem também um aspecto brilhante, pois a derrota do mal torna possível o triunfo da justiça. Portanto, será também um dia de renovação e alegria, pois o Espírito de Deus se mani­festará abundantemente sobre todos os seus remidos (Jl. 2.28-32); a Terra também se tornará luxuriante e produtiva (2.21-25) e o povo estará bem alimentado (v.26).
Ironicamente, o dia, que é caracterizado pela guerra e pelo derramamento de san­gue (Jl. 2.3-11; 3.1-3 12,13), levará a um período de paz sem precedentes na história da humanidade (Jl. 3.9-11,17-21).
O "dia do Senhor" mencionado por Joel foi interpretado por Pedro como o cum­primento em parte do que aconteceu no dia de Pentecostes, em Jerusalém, quando os discípulos de Jesus foram cheios do Espírito Santo (At 2; 7-21; cf. Jl. 2.28-32).


Ensinos teológicos de Joel

Enquanto Joel é geralmente e principalmente reconhecido como escritor literário, ao mesmo tempo ele apresenta ensinos teológicos de muito valor. O profeta reconhece o propósito do Senhor nas atividades da natureza. As obras da natureza são dirigidas por Deus. O profeta reconhece a praga das locustas e da seca como sendo julgamento divino, e a restauração da prosperidade como sendo a bênção do Senhor, em resposta ao arrependimento e a oração do povo.
O profeta reconhece a importância fundamental do arrependimento no preparo do homem para receber a misericórdia divina. Duas vezes ele chamou o povo ao arrependimento (1:13-14 – 2:12 e 17). No segundo apelo o profeta insiste em que o arrependimento tem que ser genuíno. “Rasgai o vosso coração e não as nossas vestes, e convertei-vos ao Senhor vosso Deus”.


Segundo Joel, a salvação é pela graça de Deus mediante A fé.

Todo aquele que invocar o nome do senhor será salvo (2:32).
O profeta aplica este ensino somente aos habitantes de Jerusalém.
O profeta reconhece os sacerdotes como os ministros do Senhor (1:9, 13,14 – 2:17), divinamente encarregados da missão de levar o seu povo ao arrependimento, pelo seu próprio exemplo e pelo exercício do seu ministério como mensageiros de Deus.
O Senhor Javé é o Deus de Israel, e Israel é o povo do Senhor (2:17, 18).
Mas foi justamente o seu ensino de salvação pela graça de Deus, mediante a fé, que os pregadores do novo testamento transmitiram a todas as nações do mundo.
A profecia do derramamento do Espírito de Deus (2:28, 29), uma mensagem de profunda significação no antigo testamento (Isaías 32:15, 44:3 - Ezequiel 39:29), não foi cumprida até o dia de Pentecostes (Atos 2:1, 13).


Considerações Finais

O senhor habita em Sião. O profeta Joel declara no fim da sua mensagem a certeza da presença permanente do senhor entre o povo. Esta é a promessa e a verdade sublime, não somente desta profecia, mas da Bíblia inteira (Mateus 28:20).


BIBLIOGRAFIA

- BÍBLIA DE ESTUDO VIDA – REVISTA E ATUALIZADA – EDITORA VIDA
- MANUAL BÍBLICO – HENRY H. HALLEY – EDITORA VIDA NOVA
- A HISTÓRIA DE TODOS OS PERSONAGENS DA BÍBLIA – PAUL GARDNER - EDITORA VIDA
- ENCICLOPÉDIA DE DIFICULDADES BÍBLICAS – CLEASON ARCHER – EDITORA VIDA
- PEQUENA ENCICLOPÉDIA BÍBLICA – O.S. BOYER – EDITORA VIDA
- ENCICLOPÉDIA ILUSTRADA DA BÍBLIA – EDIÇÕES PAULINAS
- DICIONÁRIO DA BÍBLIA – JOHN D. DAVIS – EDITORA JUERP
- BÍBLIA SAGRADA CD ROM – TRADUÇÃO FEITA A PARTIR DE TEXTOS ORIGINAIS – EDITORA VOZES
- ENCICLOPÉDIA DE BÍBLIA, TEOLOGIA E FILOSOFIA – R.N. CHAMPLIM EDITORA. CANDEIA
- LIVRO – PROFETAS MENORES – A.R CRABTREE





5 comentários:

  1. Apaz de Jesus cristo :Meus irmãos.

    Ótimo!-
    Este; encinamento bíblico.
    absorvi Bastante, em tudo que li.

    Deus:Seja louvado.

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  2. Muito bom, maravilha, Deus continue abençoando o comentarista .

    Eliseu

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  3. Muito bom!
    O senhor continue lhe abencoando.
    James Cabral

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  4. me ajudou muito só fauto algumas coisinhas mas muito bom♥♥♥♥
    mentira
    mentira
    mentira
    suo prof de religião

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  5. gloria ao Nosso Senhor Jesus.
    este estudo é maravilhoso,sou grato a Deus
    Deus os abençoem.

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